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Full text of "Boletim Florestal Recicla Edição 03 e 04 2014"

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Boletim Florestal Recicla I 2014 



Ano VI | Edição n? 03 




Programa de Ações para a Sustentabilidade Socioambiental | Grupo de Pesquisa em Estudos Socioambientais no Semiárido 
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG - Campus de Patos, Paraíba - Brasil. 





Desmata mento na Mata Atlântica cresce 9% 



Entre 2012 e 2013, a Mata Atlântica perdeu 23,9 mil 
hectares de floresta, um aumento de 9%, comparado 
com o período anterior (2011 e 2012), quando foram 
registrados 21.9 mil hectares de desmate. É a maior 
perda de cobertura florestal desde 2008. Os dados, 
divulgados na manhã desta terça-feira (27), fazem parte 
da 9- edição do Atlas de Remanescentes Florestais da 
Mata Atlântica, feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e 
pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Minas Gerais se manteve como o estado que mais 
desmata Mata Atlântica, com 8.437 ha de áreas 
destruídas. 

É o quinto ano consecutivo que o estado se mantém na liderança do ranking dos que mais desmatam. Junto com 
Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha), os 4 estados destruíram, sozinhos, mais de 90% do total do 
desmatamento verificado no período, o equivalente a 21,9 mil hectares (Veja Tabela). 

O desmatamento no estado poderia ter sido pior. Desde junho do ano passado, o estado sofre com uma 
moratória, que impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A 
ação do governo de Minas foi realizada após pedido da SOS Mata Atlântica e deu certo. Mesmo liderando a lista, 
o estado apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que ao período de 2011-2012. 

"Consideradas as médias mensais de desmatamento em Minas, tivemos uma redução de 64% no ritmo dos 
desfloramentos após o anúncio da moratória, que passou de 960 ha para 344 ha por mês. A resposta do governo 
foi positiva, mas os índices ainda são os maiores do país e há muito trabalho a ser feito, não só para conter o 
desmatamento, mas para restaurar e recuperar essa floresta", afirmou Mareia Hirota, diretora-executiva da 
Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas pela organização. 

Redução aparente 

São Paulo e Rio de Janeiro aparecem bem no Atlas, com 
redução de 51% e 72% do desmatamento, comparado com o 
período anterior. Para Flávio Jorge Ponzoni, do Inpe, esses 
números podem esconder o efeito puxadinho da nova dinâmica 
de desmatamento dos 2 estados. Como não sobrou muita 
floresta para desmatar, as novas áreas incorporadas são 
pequenas, menores que 3 hectares, e portanto ficam fora da 
vista dos satélites. 

"O Estado já não tem muita mata para ser derrubada. Mas resta esse desmatamento da expansão urbana que 
não aparece nas estatísticas e é muito perigoso", afirma Márcia Hirota. 

A Mata Atlântica se distribuí ao longo da costa do país, atingindo áreas de 17 estados. Em 28 anos, perdeu cerca 
de 1.850 mil hectares, o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Nessa extensa área, restam apenas 8,5% 
de remanescentes florestais acima de 100 ha e vivem atualmente mais de 69% da população brasileira. 

Fonte: O eco (www.oeco.org.br) 




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Boletim Florestal Recicla 2014 



Ano VI | Edição 03 



Necessidade de Novos Hábitos 

"Não dá mais para nos iludir, cobrindo as feridas da Terra com 
esparadrapos. Ou mudamos de curso, preservando as condições de 
vitalidade da Terra ou o abismo já nos espera." 

Leonardo (Boff 




Danos do amianto ao planeta 










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O Amianto é um mineral, que apresenta variedade fibrosa 
e podem ser utilizadas para vários fins comerciais. Esse 
mineral é flexível e resistente a fontes químicas, térmicas e 
elétricas. Os feixes de fibras do composto mineral possuem 
fibras bem finas e longas que apresentam facilidades para 
serem separadas. 

Nessa separação, é produzido um tipo de pó de partículas que podem flutuar no ar. Por ter essa facilidade 
de contato com o ar, essas partículas podem entrar em contato com a pele e mucosas, sendo uma 
substância que pode causar graves doenças como o câncer de pulmão e especificamente o mesothelioma, 
que é o pior dos cânceres, pois agride muito a qualidade de vida da pessoa. 

Porem, não é apenas para saúde do ser humano que a substância é nociva. Por ser um composto altamente 
tóxico, o meio ambiente também enfrenta problemas com o composto, pois este é utilizado em larga escala 
pelas indústrias para produzir vários bens de consumo e assim pode fazer com que os locais em que estão 
se torne inutilizados. 

Essa matéria prima é utilizada na fabricação de camisinha, pelo fato de ser um material resistente. 
Atualmente esse mineral é usado em mais de 3.000 produtos dos mais variados tipos, telhas, revestimento 
de coberturas de edifícios, roupas a prova de fogo, isolamento acústico, caixa d'água, peças de carro e 
entre outros. 

Em 2006 a Organização Internacional do Trabalho, aprovou uma resolução que aprova o fim do uso do 
amianto. Segundo a OIT o amianto mata mais de 100 mil pessoas por ano no mundo. No Brasil já está 
proibido o uso do Amianto nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato 
Grosso, Mato Grosso do sul e no Pará. 

A Procuradora do Ministério Publica do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, afirma que, o que se 
percebe é um total desconhecimento da população em geral e os empregados, sobre as causas do 
malefício do Amianto. Uma pesquisa revelou que pelo menos 125 milhões tem a sua saúde de alguma 
forma prejudicada pela poluição tóxica. 

Esse número alarmante se deve pela atividade industrial que maximiza a relação entre as pessoas e essa 
poluição. Dentre os poluentes mais comuns atualmente estão o amianto, cromo, cádmio, chumbo e 
mercúrio além de compostos orgânicos voláteis. Existe relatos de vários casos de câncer causado pelo 
Amianto no site da ABREA, que é a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto. 



Autor: canal futura. 

Fonte: http://meioambiente.culturamix.com 



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encaminkado para reciclagem. 
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