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Full text of "Coleção ABC da Eletrônica"

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eTEORIA: 


—A Lei de OHM, sem Frescuras... 
“PRÁTICA: | —Os Resistores, saiba Tudo... 
—Monte, Fácil, Fácil! Faça as Experiências... 
—Piloto para Inter- 
ruptor de Parede. 
'|-Pisca-pisca Alter- 
“à nado Bicolor 







































od ni SoM 


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e SEÇÕES: | 
—Clubinhos 


—Feira de Projetos 


— Truques & Dicas 
(COMO REALIZAR AS MONTAGENS) 


- Arquivo Técnico Sa 
COOLER ENMIERPRETAR OS COMPONENTES.) ES 


“ Kaprom 









Ê eg 








prom 


EDITORA 


EMARK ELETRÔNICA 


Diretores 
Carlos Walter Malagoli 
Jairo P. Marques 
Wilson Malagoli 


Diretor Técnico 
Bêda Marques 


Colaboradores 
José A.Sousa (Desenho Técnico) 
João Pacheco (quadrinhos) 


Publicidade 
KAPROM PROPAGANDA LTDA 
(011) 223-2037 


Composição 
KAPROM 


Fotolitos de Capa 
Pró-Chapas Ltda. 
(011) 92.9563 


Fotolito de Miolo 
FOTOTRAÇO LTDA. 


Impressão 
Editora Parma Ltda. 


Distribuição Nacional 
c/ Exclusividade 
FERNANDO CHINAGLIA 
DISTR. S/A 


EDITORIAL 








- Entre dezenas de milhares de Leitores que seguem fielmente a “outra” Revista de Ele- 


CONVERSANDO .. 


ABC DA ELETRÔNICA é uma “Revista-Curso”... Agora vamos explicar direitinho 


as intenções e significados embutidos na proposta Editorial que resultou no nascimento de 
ABC: 


trônica da KAPROM EDITORA (APRENDENDO & PRATICANDO ELETRÔNICA, mui- 
tos interessam-se pelo assunto, de forma “assumida”, unicamente como hobby ou la- 
zer. Para essa (enorme...) fatia de público, APE “se basta”, já que traz tudo explicadi- 
nho na sua parte prática, nos aspectos puramente funcionais, num sistema que po- 
deriamos chamar (parafraseando o jargão do momento...) de Eletrônica de resutados... 
Isso quer dizer que, para acompanhar APE, realizar suas montagens e projetos, e usu- 
fruir imediatamente dos resusitados daqu.lo que lá é publicado, não existe a necessida- 
de absoluta de se conhecer teoricamente Eletrônica, uma vez que textos e ilustrações 
contidos naquela Revista são estruturados para atender unicamente aos aspectos práti- 
cos imediatos, principalmente dos hobbystas que pretendem, rapidamente, realizar 
uma montagem eletrônica e vê-la funcionando... E certo que, paralelamente a esse 
espírito básico de APE, os iniciantes absolutos, técnicos, professores e mesmo enge- 
nheiros, também são atendidos, naquilo que esperam de uma publicação basicamente 
prática de Eletrônica, já que a filosofia “universalista” de APE procura sempre corres- 
ponder às necessidades de todas as gamas de interesse “no ramo”, do mais tenro ini- 
ciante, ao mais “calejado” profissional. Não é “de graça” o fantástico sucesso edito- 
rial de APE que, em menos de 2 anos, tomou-se a mais importante Revista do gênero, 
publicada no Brasil! 

- Acontece que muitos dos Leitores de APE (além de um imenso público um tanto “igno- 
rado”...) pretendem, seriamente, obter uma formaçao teórica, ainda que básica, de 
Eletrônica, nem que seja unicamente para “fazer a coisa funcionar e - ao mesmo tempo 
- saber como e por que funciona...”. São mullos os bons Cursos de Eletrônica, tanto no 
sistema * à distância” (por correspondência) quanto “por frequência”, à disposição do 
interessado em outer uma formação básica ou mesmo avançada e profissionalizante no 
ramo. . Nas próprias páginas de APE (e agora ABC. ) o Leitor encontra as comuni- 
cações publicitárias de Entidades a:tamente selecionadas, eficientes e confiáveis, que 
operam no Ensino à distância ou por frequência de forma altamente ética, com um nível 
comparável às melhores instituições semelhantes existentes no exterior! Além disso 
(por mais que “chiem” os etemos pessimistas. ) o Brasil já tem um sistema de Ensino 
oficial ou particular, na área técnica e profissionalizante (de nível médio e superior), 
também comparável aos melhores do mundo, apesar das falhas óbvias do nosso siste- 
ma educacional que -felizmente- parecem estar sendo paulatinamente corrigidas... As- 
sim, qualquer pessoa realmente interessada, pode recorrer com toda a facilidade e 
confiança, a muitas dessas fontes de conhecimento e formação profissional... 

- “Sobra”, entretanto, um segmento ainda muito grande, representado por pessoas, prin- 
cipalmente (mas não forçosamente...) jovens, cujo objetivo é tão somente um aprendi- 
zado básico, teórico porém “leve”, que lhes permita transitar com mais desenvoltura 
pelo seu hobby predileto, transformando-os de “manipuladores” em “entendedores” 
do assunto. Foram centenas as cartas enviadas por Leitores da “irmã mais velha” (A- 
PE) sugerindo e solicitando uma publicação com esse vetor! Configurada estatistica- 
mente essa importante “fatia” do Universo Leitor (fato que a Equipe de Produção já co- 
nhecia desde quando, para outra Editora, criou e produziu uma publicação de idêntico 
espírito e função...), a KAPROM EDITORA sentiu-se na obrigação de atender a tais re- 
clamos, criando ABC, cuja proposta é: 

A) “Revista-Curso”, tipo “fasciculado”, com abordagem progressiva dos aspectos básicos, 
teóricos (e também práticos...) da modema Eletrônica, de modo a dar ao Leitor/Aluno 
um embasamento de real valor, tanto para o seu hobby, quanto para uma eventual futura 
carreira no ramo (que, certamente, requererá o acompanhamento futuro - ou simuitâneo 
- de um Curso formal, para o qual ABC servirá como “estopim” ou “alicerce”. ). 

B) Fonte de experimentações práticas que apliquem, imediatamente o conhecimento bási- 
co teórico adquirido, de preferência na forma de manifestações que possam ser imedia- 
tamente utilizadas no dia-a-dia do Leitor/Aluno. Somos todos adeptos irestritos do 
axioma “aprender fazendo”, que pode, com toda lógica, ser desmembrado na sequên- 
cia: teoria-prática-memorização, que norteará o rumo de ABC. 















= 


É vedada a reprodução total ou parcial de textos, artes ou fotos que componham a presente 
Edição, sem a autorização expressa dos Autores e Editores. Os projetos eletrônicos, experiências 
e circuitos aqui descritos, destinam-se unicamente ao aprendizado, ou a aplicação como hobby, 
lazer ou uso pessoal, sendo proibida a sua comercialização ou industrialização sem a autorização 
expressa dos Autores, Editores e eventuais detentores de Direitos e Patentes. Embora ABC DA 
ELETRÔNICA tenha tinitado todo o eu do na pré-verificação dos assuntos teórico/práticos aqui 
veiculados, a Revista não se respor  « -za por quaisquer falhas, defeitos, lapsos nos enunciados 
teóricos ou práticos aqui contidos. ue ABC DA ELETRÔNICA assuma a forma e o conteúdo 
de uma “Revista-Curso”, fica claro qua nem a Revista, nem a Editora, nem os Autores, obrigam- 
se a concessão de quaisquer tipos de “P- “omas”, “Certificados” ou "Comprovantes” de aprendi- 
zado que, por Lei, apenas podem ser, J“cidos por Cursos Regulares, devidamente registrados, 
autorizados e homologãa, £ pelo Goverrf6. 


Rua Teodoro da Silva, 907 
- R. de Janeiro (021) 268-9112 







ABC DA 
ELETRÔNICA 








Kaprom Editora, Distre Propa- 
ganda Ltãa - Emark Eletrônica 
Comercial Ltda) - Redação, Admi- 
nistração e Publicidade: 
R.Gal.Osório, 157 
CEP 01213 - São Paulo-SP. 
Fone: (011)223-2037 











C) Arquivo Técnico, fundamentando progressivamente uma mini-biblioteca de dados, ta- 
belas, manuais, informações, “truques & dicas”, itens, enfim, de enome importância, 
tanto para o simples aperfeiçoamento de um hobby, quanto para o alicerçamento de 
uma futura carreira profissional. 

D) Elemento de ligação e intercâmbio entre os Leitores/Alunos, com espaço para que todos 
possam manifestar sua duvidas, trocar opiniões, permutar “descobertas, organizar 
Clubinhos, mostrar suas “façanhas', enfim: participar ativamente... 

- Dentro do espírito mais democrático possível, embora ABC assuma inicialmente uma 
organização que nos pareceu lógica (e que já deu, em passado recente, excelentes re- 
suitados...) nada aqui e “fechado”! A própria estrutura da “Revista-Curso” pode (e se- 
guramente assim será. ) modificar-se ao longo dos exemplares/lições, na medida em 
que sugestões válidas sejam apresentadas pelos Leitores/Alunos e sempre que idéias 
realmente implementáveis surjam, oriundas elas da Equipe de Produção, dos Leito- 
res/Alunos, ou mesmo dos Patrocinadores/Anunciantes (desde que tragam alguma 
proposta relamente importante e que beneficie, direta ou indiretamente, o Leitor. ).. 

Observem e acompanhem com atenção essa primeira Revista/Lição, notando que 
nosso cronograma não é (e não será) obrigatoriamente igual ao adotado no curriculum 

“normal * dos Cursos formais de Eletrônica.. Em muitos aspectos, ABC antecipará assuntos 

ou ítens. Em outros pontos, ABC retardará a apresentação teónca de alguns assuntos... À 

finalidade, porém é nítida: proporcionar a Você uma base teórica/prática realmente valiosa 

e “utilizável”, de forma leve e descontraída, sem ' assustar” ninguém! 


Q EDITOR 








Revistas de eletrônica é no blog do Picco 


PAGINA 


Tas Ta 
a 
Peço 





3 -ALEIDEOHM 


TEORIA 9 -0 RESISTOR 





21 -CARTAS 


24 -TROCA-TROCA 





27 -TRUQUES & DICAS 


INFORMAÇÕES 34 -ARQUIVO TÉCNICO 





39 - PILOTO PARA 
INTERRUPTOR DE PAREDE 


45 - PISCA-PISCA 
ALTERNADO BICOLOR 


PRÁTICA 








DP aá que o  / E 
LEL 30U O CABECINHA) “rg IMApI 


AAA. 


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EU QUERO E PENTELHAR, ATRAPALHAR. ... SE 
VOCÊS ENTRAREM NA MINHA VÃO DANÇAR, & 
NÃO VÃO APRENDER NADA ! 


SEM BRIGAS, MENINOS! BASTA QUE VOCÊS 
LEITORES/ALUNOS OUGÇAM O CABECINHA 
E IGNOREM OS PALPITES MALIGNOS DO 
QUEIMADINHO/ mma q 


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( FREU UM 
RO E E - 
FICOU ASSIM... 








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TEORIA Í 


A LEI DE OHM 


A INTERDEPENDÊNCIA ENTRE AS PRINCIPAIS GRANDEZAS ELÉ- 
TRICAS. AS (INEVITÁVEIS...) FÓRMULAS E CALCULOS BÁSICOS. 
EXPERIÊNCIAS COMPROBATÓRIAS SIMPLES. 


O método adotado por ABC 
DA ELETRÔNICA para passar aos 
Leitores/Alunos os conceitos bási- 
cos da Eletrônica, conforme temos 
enfatizado no EDITORIAL e nas 
outras conversas diretas (Seção de 
CARTAS...) não é o “'tradicio- 
nal”... Usamos aqui um cronogra- 
ma diferente, no qual a parte teóri- 
ca mais “pesada” apenas é enun- 
ciada (de forma “'descomplica- 
da”...) quando determinado COM- 
PONENTE exigir - para o enten- 
dimento do seu funcionamento - tal 
conhecimento! Nesse sistema, 
abrimos mão daquele extenso pró- 
logo puramente TEÓRICO, comum 
no curriculum dos Cursos Regula- 
res e que - na nossa opinião - só 
faz “assustar” o iniciante, muitas 
vezes desestimulando o interessado 
antes que ele venha a encontrar, na 
matéria, assuntos que realmente o 
“prendam”, por razões mais práti- 
cas... Queremos que ABC DA 
ELETRÔNICA seja uma “Revis- 
ta/Curso”” que o Leitor/Aluno fre- 
quenta por prazer e não por obri- 
gação... Aqui ninguém tem que 
aguentar “'chatices”” para aprender 
alguma coisa! 

Alguma 
porém, é absolutamente inevitável 
logo de início, de modo que o Lei- 
tor/Aluno possa transitar com al- 
guma desenvoltura nas primeiras (e 


constantes...) interpretações dos di- , 


versos fenômenos que regem a mo- 
dema Eletrônica... O verdadeiro 
“ABC” da Eletricidade e Eletrôni- 
ca, situa-se, ser dúvida, na velha e 
onipresente LEI DE OHM, desco- 
berta pelo cientista e estudioso 
alemão George S. Ohm (que deu 
“seu nome” a esse importante 
enunciado básico da Eletro-Ele- 
trônica). 


“MATEMÁTICA”, . 


A chamada LEI DE OHM é 
um simples enunciado matemático 
que estabelece a-relação (ou inter- 
dependência...) entre as três 
GRANDEZAS fundamentais da 
eletricidade: a CORRENTE, a RE- 
SISTÊNCIA e a TENSÃO (dife- 
rença de potencial). 

Podemos garantir que - mes- 
mo para os não muito “'chegados” 
à Matemática - não há motivos para 
sustos... Todos os cálculos básicos 
envolvem apenas operações aritmé- 
ticas simples e mesmo ““analgaris- 
mos” (equivalente “numérico” que 
acabamos de inventar para o termo 
“analfabeto”...) podem recorrer às 
pequenas calculadoras de bolso, 
maquininhas que ajudam muito os 
mais preguiçosos, apressados ou - 
para sermos claros - “desprovi- 
dos”... 












AS GRANDEZAS ELÉTRICAS 


Vamos resumir, numa tabela 
única, as três grandezas elétricas 
fundamentais, mostrando também 
seus SÍMBOLOS e as UNIDADES 
que, na prática, usamos para repre- 
sentá-las: 






TENSÃO vV Volt (V) 
CORRENTE I Ampêre (A) 
RESISTÊNCIA | R Ohm (0 ou R) 





É absolutamente essencial que 
o Leitor/Aluno “decore” esse pe- 
queno quadro (o que é fácil, já que 
consta apenas de 3 itens), os nomes, 
símbolos, unidades e abreviaturas. 
Ao longo das Lições, ficaremos sa- 
bendo com detalhes ““o que é” cada 
uma dessas três GRANDEZAS; 
porém muitos dos Leitores/Alunos 
já intuem tais conceitos. Acredita- 
mos que experiências práticas e 
comprobatórias são, nesse estágio 






inicial, mais importantes para uma 
assimilação real dos conceitos, do 
que longas explicações envolvendo 
física atômica e essas “'mumu- 
nhas”... 


O ENUNCIADO DA LEI DE OHM 


“A DIFERENÇA DE POTEN- 
CIAL ENTRE OS TERMINAIS 
DE UM CIRCUITO É IGUAL AO 
PRODUTO DA RESISTÊNCIA 
DESSE CIRCUITO, PELA IN- 
TENSIDADE DA CORRENTE 
ELÉTRICA QUE PASSA POR 
TAL CIRCUITO”. 


- Isso quer dizer que, num CIR- 
CUITO, uma CORRENTE de, 
por exemplo, 2 AMPÉRES, ao 
“vencer” uma RESISTÊNCIA de 
IO OHMS, produz uma DIFE- 
RENÇA DE POTENCIAL (ou 
TENSÃO...) de 20 VOLTS sobre 
essa RESISTÊNCIA. 

- É importante notar que, chama- 
mos de “CIRCUITO”, qualquer 
meio condutor, seja ele um com- 
ponente, um fio, ou um “circuito” 
mesmo (vários componentes e fios 
interligados para determinada 
função). 

- Representando o enunciado bási- 
co através de uma fórmula sim- 
ples (e fundamental...), temos: 


ISSO AQUI 
É FUNDAMENTAL! 


- Onde “*V?” é a tensão (em Volts), 
“R” é a resistência (em OHms) e 
“DP é a corrente (em Ampéres). 

- À igualdade ou relação entre as 
três grandezas envolvidas perma- 
nece, mesmo que, algebricamen- 
te,a gente ''mexa” nos componen- 
tes da expressão. Podemos, assim, 
chegar facilmente a duas outras 
fórmulas derivadas, de uso prático 
e constante nos cálculos eletrôni- 
cos. Ao “isolarmos” o termo re- 
presentativo da CORRENTE, te- 
mos o seguinte enunciado: 


“A INTENSIDADE DA COR- 
RENTE ELETRICA QUE PER- 


TEORIA 1 - A LEIDE OHM 


CORRE UM CIRCUITO É IGUAL 
À DIVISÃO DA DIFERENÇA DE 


“POTENCIAL (TENSÃO...) EN- 


TRE OS TERMINAIS DESSE 
CIRCUITO, PELA RESISTÊNCIA 
QUE TAL CIRCUITO APRE- 
SENTA À PASSAGEM DA 
CORRENTE.” 


- Traduzindo esse segundo enun- 
ciado numa expressão matemática 
simples, temos: 


EM 
R 


- Finalmente, podemos “isolar” o 
termo representativo da RE- 
SISTÊNCIA, arrumando a fórmu- 
la básica num terceiro formato, 
capaz de representar o seguinte 
enunciado: 


“A RESISTÊNCIA QUE UM 
CIRCUITO APRESENTA À PAS- 
SAGEM DA CORRENTE É 
IGUAL À DIVISÃO DA DIFE- 
RENÇA DE POTENCIAL 
(TENSÃO...) ENTRE OS TER- 
MINAIS DESSE CIRCUITO PE- 
LA INTENSIDADE DA COR- 
RENTE QUE POR ELE PASSA”. 


RESUMO 


As três formuletas que DE- 
VEM ser decoradas e guardadas 
(pois serão de uso constante...) são, 


APOSTO QUE VOCÊS 
NÃO CONSEGUEM 
DECORAR... 


EXPERIÊNCIAS 
VERIFICANDO A LEI DE OHM 


Aqui em ABC DA ELE- 
TRÔNICA, em todos os Exempla- 
res/Aulas, teremos algumas E- 
RIÊNCIAS comprobatórias, de 
modo que o Leitor/Aluno possa, 


» realmente, APRENDER FAZEN- 


DO. A grande maioria dos concei- 
tos envolvidos na moderna Eletrô- 
nica, é mais fácil de aprender “ao 
vivo”, realizando a “coisa” e ob- 
servando seu funcionamento... Esse 
sistema permite, inclusive, que logo 
de saída o Leitor/Aluno já vá se 
familiarizando com IMPORTAN- 
TES aspectos práticos: leitura e in- 
terpretação de símbolos, esquemas, 
etc., identificação de componentes, 
terminais, polaridades, códigos e 
essas coisas... Num Curso tradi- 


RESISTOR 


cional” essas ''manhas” apenas se- 
riam abordadas muito mais à frente 
(quando, provavelmente, o Aluno 





já teria “desistido”, pelo não aten- 
dimento de suas vontades práticas 
imediatas...). 


- FIG. 1 - “Esquema” do circuito da 
EXPERIÊNCIA. Em Eletrônica 
chamamos de ESQUEMA à re- 
presentação simbólica dos com- 
ponentes de um circuito, mostrada 
num diagrama de ligações que 
corresponde à situação real de tais 
componentes e ligações. E como 
se fosse um “mapa” ou uma 
“planta” do circuito. Um mapa 
não é uma região geográfica, 
porém é capaz de representá-la ou 
simbolizá-la perfeitamente... 


Também uma planta não é uma 
casa, mas pode, perfeitamente, 
representá-la, mesmo para uma 


pessoa não familiarizada com os ' 


desenhos de engenharia. Um dia- 
grama esquemático, em Eletrôni- 
ca, obviamente não é “O CIR- 
CUITO”, mas pode, através de 
uma representação simbólica mui- 
to simples, dizer tudo o que preci- 
samos saber sobre á disposição, 
ligações e componentes envolvi- 
dos em tãl circuito. , 

O circuito da primeira expe- 
riência é formado unicamente por 3 
componentes (mais os fios de inter- 
ligação, no diagrama representados 
por linhas simples entre os símbo- 
los das peças...): O resistor RX (que 
oferece RESISTÊNCIA à passagem 
da corrente), O LED (que se ilumi- 
na quando percorridô pela corrente 
elétrica) e as pilhas (que constituem 
o gerador de energia, fornecendo a 
corrente necessária ao funciona- 
mento do circuito. 


SE LIGAR ERRADO. 
VAI 
“TORRAR” TUDO. 


LED 


TEORIA 1 - A LEI DE OHM 


Para que possamos realizar a 
experiência, e dela tirar algumas 
conclusões básicas e IMPORTAN- 
TES, precisaremos das seguintes 
peças: 


LISTA DE PEÇAS (EXP. 1) 


e1-LED (Diodo Emissor de 
Luz) vermelho, redondo, 
5Smm 

e 1 - Resistor de 470R (amare- 
lo-violeta-marrom) x 1/4 
watt 

e 1-Resistor de 1K (marrom- 
preto-vermelho) x 1/4 watt 

e 1 - Suporte para 2 pilhas pe- 
quenas 

e 1 - Suporte para 4 pilhas pe- 
quenas 

e 1 - Pedaço de barra “Sindal” 
com 3 segmentos (pode ser 
cortado de uma barra intei- 
ra, que apresenta 12 seg- 
mentos) 


e DIVERSOS/OPCIONAIS 


e 4-- Pilhas pequenas (1,5 volts 
cada) 





- FIG. 2 - Mostra todos os compo- 
nentes necessários à experiência, 
em suas aparências e símbolos es- 
quemáticos. E IMPORTANTE, 
desde já, que o Leitor/Aluno vá 
se familiarizando com os símbolos 
adotados para representar cada 
um dos componentes. Assim, no 
futuro, ao deparar-se com outros 
“esquemas”, logo saberá quais as 
peças que lá estão. Outro dado 





muito mportante, que consta dos 
ftens mostrados na fig. 2 é o que 
se refere à IDENTIFICAÇÃO dos 
terminais e polaridades de algu- 
mas das peças. Notar que o resis- 
tor não tem seus terminais identi- 
ficados com “nomes” , letras 
ou polaridades. Isso ocorre por- 
que um resistor é um COMPO- 
NENTE NÃO POLARIZADO. Já 
o LED e as pilhas, apresentam 
terminais com símbolos, “'nomes”” 
ou polaridades específicas, sem- 
pre claramente indicados nos es- 
quemas. São COMPONENTES 
POLARIZADOS, cujos terminais 
só podem ser ligados (ao restante 
do circuito, aos outros componen- 
tes...) em posição específica. O 
“mais” (+) e o “menos” indicado 
junto à pilha e ao símbolo, indi- 
cam, respectivamente o terminal 
positivo e o negativo da dita cuja. 
O “A” eo “K” junto aos termi- 
nais do LED abreviam o nome 
desses terminais, respectivamente 
chamados de Anodo e Catodo. As 
razões desses nomes e códigos, 
veremos em futuras Lições, es- 
pecíficas sobre tais componentes. 
Por enquanto, nessa primeira ex- 
periência comprobatória, o Lei- 
tor/Aluno deverá se contentar em 
“usar” os componentes (ainda 
que não saiba “completamente” 
sobre seu funcionamento...) assi- 
milando os aspectos práticos antes 
da teoria mais “avançada”... 

- FIG. 3 - - Diagrama das ligações 
dos componentes em ''vista real” 
(peças estilizadas, mostradas 
“como elas são”). Aqui em ABC 
chamaremos sempre esse tipo de 
representação de CHAPEADO 
(um termo antigo, que vem do 
“tempo da válvula”, utilizado pa- 
ra a representação “real?” dos cir- 
cuitos, em contraposição à repre- 
sentação apenas simbólica, que se 
convencionou chamar de ES- 
QUEMA...) 

Inicialmente retire o | ola- 
mento da ponta dos fios que saem 


do suporte de pilhas (tanto no dc . : 
pilhas quanto no de 4...), usanco . 
um estilete, canivete ou faca afiada. : 
Ligue o fio preto (negativo) à par: . 
inferior do primeiro segmento da : 
barra e o fio vermelho (positivo) a» . 


lado de baixo do terceiro segmento. 
Use uma chave de fenda de “boca” 


pequena, nessa operação: solte le- 


vemente os parafusos, torça as pon- 
tas dos fios (para dar-lhes uma cer- 
ta solidez...), introduza a ponta no 
receptáculo metálico do segmento, 
e reaperte os parafusos (sem muita 
força, para não cortar o fio, que é 
um tanto frágil...). 

Em seguida, faça as ligações 
dos terminais do LED. Atenção pa- 
ra a posição dos seus terminais: o 
terminal K sai da peça junto a um 
pequeno chanfro lateral (é o mais 
curto dos dois...) e deve ser ligado 
ao lado superior do primeiro seg- 
mento da barra (no qual, em baixo, 
já está ligado o fio preto do suporte 
de pilhas). O terminal A do LED 
(mais longo) deve ser ligado à parte 
superior do segundo segmento. 

Agora vamos à experiência 
propriamente: ligue para começar, 
no lugar de RX, o resistor de 1K 
(marrom-preto-vermelho), utilizan- 
do o suporte com 4 pilhas. Coloque 
as 4 pilhas no suporte e observe 
que o LED acende, já que, com o 
circuito completado, há passagem 
de corrente através dele! Utilizando 
a recém-aprendida Lei de Ohm, 
podemos calcular a CORRENTE 
que está passando pelo LED, usan- 
do a fórmula: 


A tensão (V) disponível, for- 
necida pelas pilhas, é de 6 volts (1, 
5 volts de cada pilha x 4 pilhas), 
porém o LED promove uma QUE- 
DA DE TENSÃO de aproximada- 
mente 2 volts (veremos isso com 
detalhes na Lição específica sobre 
esse componente). Assim, “'so- 
bram” 4 volts. A resistência R, 
conforme sabemos, apresenta um 


valor de 1.000 ohms (1K). Ficá, 
então, fácil, calcular a corrente I 
que passa pelo LED: 





TEORIA 1- A LEI DE OHM 


Circulam então, pelo LED ( e 
por todo o circuito...) 0,004 ampé- 
res, ou “quatro milésimos de ampé- 
re”. Na prática de Eletrônica, cos- 
tumamos usar, nesse caso, o 
sub-múltiplo da unidade, abreviado 
por “mili”” (significando “um milé- 
simo””). Assim, outra maneira de 
“dizer” o resultado do cálculo 
mostrado é “quatro miliampéres” 
(escreve-se 4 mA...). 

Observar bem o brilho (lumi- 
nosidade) do LED, sob tal corrente. 
É melhor, para uma boa percepção 
da “coisa”, fazer a experiência em 
ambiente não muito iluminado. 

Mexa, agora, na montagem, 
TROCANDO o resistor RX, do seu 
valor experimental inicial de 1K, 
para 470R (basta desparafusar os 
terminais do resistor de 1K, re- 
movê-lo e colocar no seu lugar co 
de 470R, reparafusando os conta- 
tos). O resultado será um notável 
aumento no brilho (luminosidade) 
do LED! Vamos ver a razão disso: 


- Pela Lei de Ohm (dá uma re-lida 
lá...) quando diminuimos a RE- 
SISTÊNCIA, mantida fixa a 
TENSÃO, a CORRENTE aumenta 
proporcionalmente! Como ““derru- 
bamos” o valor da resistência pra- 


ticamente para a metade, a corrente 
deve ter sido elevada para em torno 
do dobro, o que levou a um pro- 
porcionbal ammento na luz emitida 
pelo LED. Vamos conferir isso, 





Assim, os anteriores 4 mi- 


liampéres, agora são 8 miliampéres 
(o dobro...), justificando o propor- 


cional aumento na luminsodade do - 


LED. 


Outra experiência (no mesmo 
arranjo básico mostrado para a fig. 
3): mantenha, no lugar de RX, o 
resistor de 470R (amarelo-viole- 
ta-marrom), ligando inicialmente, 


na alimentação (é assim - ALI. 


MENTAÇÃO - que chamamos, em 
Eletrônica, a fonte de energia ou 


corrente que... “alimenta” o circui- 
to...), o suporte com 4 pilhas, Ob- 
serve bem o brilho do LED. 
Substitua, então, a alimentação pe- 
lo outro suporte, agora com apenas 
2 pilhas, ligando-o à barra de cone- 
tores parafusados, respeitando a 
POLARIDADE indicada na fig. 3. 
Coloque as pilhas e observe o bri- 
lho do LED... Diminuiu bastante a 


, luz, não é...? Vamos ver por que 


razão isso aconteceu. temos, agora, 
na alimentação, uma tensão de ape- 
nas 3 volts (2 pilhas x 1,5 volts ca- 
da). Considerando a QUEDA DE 
TENSÃO no LED, o cálculo da 
corrente no circuito fica assim: 


- 32. 
l 470 
E 
[= 20 
I = 0,002 A (aproximadamente) 


QUEM NÃO SOUBER 
“FAZER CONTA” PODE 
USAR A CALCULADORA... 















TOMARA QUE | 
ESTEJA SEM 
PILHA 


Temos, então, a percorrer o 
LED, uma corrente de apenas 2 mi- 
liampéres (2mA, ou 0,0024...), ou 
seja, inferior à obtida sob alimen- 
tação de 5 volts (ver o cálculo ante- 
rior, com O resistor de 470R e 6 
volts na alimentação...). Essa queda 
na tensão de alimentação (mantido 
fixo o valor do resistor), ocasionou 
uma proporcional queda na corren- 
te e consequente diminuição no bri- 
lho emitido pelo LED! 


CONCLUSÕES - OUTRAS EXPE- 
RIÊNCIAS 


Essas primeiras experiências 
podem parecer “bobinhas” e in- 
consequentes, MAS NÃO O SÃO! 
Levando-se em consideração que 
os LEDs (Diodos Emissores de 
Luz, que serão estudados em maior 
profundidade, no devido tempo...) 





apresentam um brilho ou luminosi- 
dade sempre proporcional à corren- 
te que os percorre (mais corrente = 
mais luz, e vice-versa...), podemos 
tirar importantes conclusões práti- 
cas dessas ““brincadeirinhas””, todas 
elas comprobatórias da LEI DE 
OHM: 


- Com a TENSÃO “fixa, quanto 
menor a RESISTÊNCIA, maior é 
a CORRENTE. 

- Com a RESISTÊNCIA fixa, 
quanto maior é a TENSÃO, maior 
é também a intensidade da COR- 
RENTE 


Resumindo: a TENSÃO e a 
CORRENTE são diretamente pro- 
porcionais, entre sf, enquanto que a 
CORRENTE e a REISTÊNCIA são 
inversamente proporcionais entre 
sf. 

O Leitor/Aluno pode (e de- 
ve...) manter sua iniciativa, “inven- 
tando” outras experiências com- 
probatórias dentro desse esquema 
básico, sempre procurando com- 
provar e verificar, na prática, O 
postulado básico V = RI, alterando 
os valores da TENSÃO e RE- 
SISTÊNCIA presentes no circuito e 
observando “o que” acontece com 
o brilho do LED (indicador direto 
da CORRENTE...). Utilize, nessas 
experiências “extras”, TENSÃO 
entre 3 e 12 volts (sempre corrente 
contínua, proveniente de pilhas, 
fontes ou baterias...) e resistores 
com valores entre 220R e 2K2, a 





A » K 
DO 


CORRENTE 
PASSA | 
ESSE É O MEU 

SÍMBOLO! 



















SÍMBOLO DOS LEDS 


TEORIA 1 - A LEI DE OHM 





fim de nunca danificar o LED, for- 
çando sobre ele uma corrente muito 
elevada (se o cálculo prévio ““dis- 
ser” que a corrente sobre o LED 
será superior a SOmA (0,054), 
convém re-dimensionar os valores e 
parâmetros, pois esse é o LIMITE 
superior de corrente “aguentado” 
pelo LED!). Todos Vocês, Leito- 
res/Alunos, devem ir se conscienti- 
zando, desde já, que na prática da 
Eletrônica e no uso dos componen- 
tes, existem LIMITES e PARÁ- 
METROS a serem respeitados... A 
“punição” por parâmetros e limites 
NAO respeitados é: 

- Circuito NÃO funcionando, ou... 
- Componente “queimado”... 


O LED 
(ANTECIPAÇÃO TEÓRICA...) 


Nas experiências comprobatórias 
iniciais, o Leitor/Aluno usa um 
componente que não é “explicado” 
em profundidade, neste primeiro 
Exemplar/Lição da ABC: o LED. 
Os princípios teóricos de funcio- 
namento do componente serão, em 
futuras abordagens, detalhados e 
experimentados especificamente. 
Por enquanto, para que os Leito- 
res/Alunos não fiquem “'dançan- 
do”, aí vão algumas informações 
“antecipadas” sobre o componente: 


-O nome “LED” é formado pelas ini- 

ciais das palavras inglesas Light 
Emitting Diode, cuja tradução é 
“Diodo Emissor de Luz”. 
















K iá A 
O) Õ 


CORRENTE 
NÃO PASSA 























- O componente pode ser classifi- 
cado como uma fonte de “luz 
fria”” (ao contrário de uma peque- 
na lâmpada incadescente comum, 
sob funcionamento normal - e 
dentro de seus parâmetros - o 
LED não aquece). Trabalha sob 
princípios semi-condutores (ve- 
remos isso em Lição específica) e 
forma uma espécie de ““caminho 
de mão única” para a corrente 
elétrica (fig. 4). 


- FIG. 4. Quando polarizado em sen- 
tido direto, ou seja: quando fgze- 
mos com a que a corrente “atraves- 
se” o LED com o positivo aplicado 
ao seu terminal de anodo (A) e o 
negativo 20 seu terminal de catodo 
(K), o componente permite o trânsi- 
to da corrente e... ilumina-se (emite 
luz). Polarizado em sentido inverso, 
a corrente “não passa”, e o compo- 
nente não emite luz. 


- Basicamente uma “lampadinha”, o 
LED pode emitir luz de várias cores 
(vermelha, amarela, âmbar, verde) 
dependendo do material semicon- 
dutor empregado na fabricação do 
componente. Em alguns casos, a 
cor do seu encapsulamento (plás- 
tico, acrílico, etc.), também in- 
fluencia na cor da luz emitida. 

-O encapsulamento do LED (sua 
“casca”...) funciona, simultanea- 
mente, como protetor físico para a 
“pastilha” semicondutora existente 
lá dentro e “lente difusora” para a 
luz gerada (além de, eventualmente, 
enfatizar a coloração da luz...) 

- Industrialmente , os LEDs são feitos 
em diversos formatos e tamanhos, 
o que versatiliza muito sua utili- 
zação nas mais diversas funções 
indicadoras. 







- HG. 5 - Não importa o que “está lá 
dentro” do LED, seu encapsula- 
mento (plástico, acrílico...) pode ser 
apresentado nos formatos redondo 
(Gmm e 3mm de diâmetro), retangu- 
lar, trangular, quadrado, etc. 
(também existem LEDs especiais - 
no formato - em “seta”, em “estre- 
la”, em “traço”, em “ponto”, etc. 
Eletricamente, são todos equivalen- 
tes (salvo quanto à cor básica, que 
determina pequenas diferenças na 
QUEDA DE TENSÃO do compo- 
nente, conforme veremos na Lição 
específica... Ainda na fig. 5 está 
indicado, novamente, o sentido no 





TEORIA 1 - A LEI DE OHM 


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EU SOU O RESPONSA - 
VEL PELA CORHENTE | 


tg 


RESISTOR 


LED 
Lg 


PILHAS 
oa —- 
a 


( FONTE DE CORRENTE 


qual a corrente deve transitar pelo 


LED, para que este acenda... 


- O LED é um representante dos 
dispositivos ou componentes OP- 
TO-ELETRÔNICOS, ou seja: 

promovem o “casamento” ou 
“aliança” de funções e fenôme- 
nos ópticos e eletrônicos. Tais 





E DETERMINADORA 
DA TENSÃO) 


componentes (ou “família” de 
componentes...) podem manifestar 
fenômenos elétricos e/ou lumino- 


sos, e podem ser influenciados,. 


no seu funcionamento ou “'com- 
portamento”” por esses dois tipos 
de fenômenos. Veremos isso com 
maiores detalhes, numa futura 
Lição. 


4 


“IMPORTANTE: Os LEDs são com- 


ponentes manto sensíveis quanto a 
alguns fatores e parâmetros (aquela 
“históna” dos LIMITES, sobre a 
qual já falamos...) Se submetidos a 
“queimar-se”. Também se forem 
“obrigados” a aceitar uma corrente 
direta muito elevada, também se 
“queimam”... A “velha” Lei de Ohm 
está lá, sempre, para ajudar nos cál- 
culos que nos permitem respeitar 
“o quanto” os componentes “a- 
guentam” ou “permitem” de cada 
uma das grandezas elétncas 


- FIG. 6- Para prevenir a possibilida- 


de de CORRENTE excessiva, os 
LEDs são, normalmente, ligados a 
determinada fonte de alimentação 
(pilhas, por exemplo...) através de 
um resistor, que exere a MPOR- 
TANTE função de Himmtar a corrente 
que pode atingir ou transitar pelo 
componente... O valor ôóhmico des- 
se resistor é função da TENSÃO 
(Cvoltagem”) apresentada pela fonte 
de alimentação, do brilho ou inten- 
sidade luminosa que se pretende | 
obter do LED, etc. O cálculo preciso 
e “matemático” desse resistor será 
ensinado em futura Lição de ABC... 








DP 


ESQUEMAS AVULSOS - MANUAIS DE SERVIÇO - ESQUEMÁRIOS 
(para SOM, TELEVISÃO, VÍDEOCASSETE, CÂMERA, CDP) 


KITS PARA MONTAGEM (p/Hobistas, Estudantes e Técnicos) 


+ 


À 


CONSERTOS 


A 


a o ra a 7 am a O a dm 





ECECCCCCCCCCACALCALCc ALCA ACCCLCAR 


FERRAMENTAS PARA VÍDEOCASSETE 


(Mesa para ajuste de postes, 


Saca cilindros) 


(Multimetros, Microfones, Galvanômetros) 






Fo. ro... ns... = 
“qe... e ee sr 
sm... 7 e e e Da A 1 1 


E O OR RR COR O RR RR E RR 


O RESISTOR 


O QUE É - O QUE FAZ - APARÊN- 
CIAS E SÍMBOLO - A DISSIPAÇÃO 
(WATTAGEM) - OS RESISTORES 
VARIÁVEIS E AJUSTÁVEIS - EXPE- 
RIÊNCIAS. 


Ao tomar conhecimento e rea- 
lizar as primeiras experiências 
comprobatórias da Lei de Ohm, o 
Leitor/Aluno se depara com o mais 
importante componente ““passivo” 
da Eletrônica, o RESISTOR... Em 
qualquer circuito, dispositivo ou 
aparelho eletro-eletrônico, o RE- 
SISTOR é - provavelmente - a 
“peça que mais aparece”... A razão 
disso é muito simples e lógica: os 
RESISTORES, fabricados em mui- 
tos valores, permitem com facilida- 
de determinar TENSÕES e COR- 
RENTES “a la carte”, sempre que 
tais grandezas devam ser precisa- 
mente dimensionadas, para adequar 
o funcionamento de componentes 
específicos, blocos circuitais, etc... 
Esse importante componente é - por 
assim dizer - um “filhote” direto da 
Lei de Ohm... Por tal razão, nessa 
primeira Lição de ABC ele tem 
forçosamente - que ser citado e 
aprendido! E 

Um RESISTOR é um compo- 
nente cuja função é '* exercer RE- 
SISTÊNCIA” à passagem da 
CORRENTE elétrica, colocando 
maior ou menor obstáculo ou difi- 
culdade à tal passagem, dependen- 
do do seu valor ôhmico: RESIS- 
TORES de menor valor apresentam 
menor obstáculo à CORRENTE e 
os de maior valor colocam também 
maior obstáculo... 

Aqui valer uma breve análise 
sobre a resistividade elétrica apre- 
sentada pelos diversos materiais 
existentes na própria natureza, ou 
fabricados pelo Homem. Todo e 
qualquer material (metal, carvão, 
madeira, vidro, água, ar, etc.) é ca- 
paz de oferecer um certo “'grau”” de 
dificuldade ou “oposição” à passa- 
gem da CORRENTE elétrica. A 
não ser a total ausência de matéria 
(vácuo absoluto - “coisa” pratica- 


mente impossível de se obter , 


mesmo em Laboratórios avançadís- 


simos...), nenhum material, elemen- 
to, composto, liga, etc., mesmo ga- 
ses, consegue impedir totalmente a 
passagem da CORRENTE elétrica! 
Existem, contudo, diversos “graus” 
de resistividade entre os materiais 
naturais ou feitos pelo Homem. Pa- 
ra simplificar as “coisas”, podemos 
classificar os materiais (no que diz 
respeito à sua resistividade...) em 
três grandes blocos: 


- BONS CONDUTORES - São os 
materiais que oferecem muito bai- 
xa resistência à passagem da 
CORRENTE elétrica. Praticamen- 
te todos os metais e suas ligas 
(misturas de metais) e muitos ga- 
ses e líquidos (com características 
físico-químicas que facilitam a 
condução da corrente...), o carvão, 
etc. Atualmente, pesquisas na área 
dos chamados ““super-conduto- 
res”, determinaram que, submeti- 
dos a temperaturas extremamente 
baixas, certos materiais podem até 
atingir a condição de “condutores 
absolutos”, ou seja: apresentar 
uma RESISTÊNCIA elétrica muito 
próximo de “'zero”. 

- ISOLANTES - Também chama- 
dos de “'maus condutores”, tais 
materiais oferecem grande re- 
sistência ao trânsito da corrente. 
Os mais comuns ( e por isso mes- 
mo costumeiramente utilizados na 
prática da Eletro-Eletrônica...) são 
o vidro, a borracha, os plásticos, a 


QUE É QUE TEM A VER ESSE 
NEGÓCIO DE “CANO D'ÁGUA” 
COM OS RESISTORES? BÁ ! 


madeira, o papel seco, a água pura 
(distilada), etc. Esses materiais 
podem vedar “quase” completa- 
mente a passagem da corrente... 
Não esquecer contudo que nunca, 
mas nunca mesmo, serão capazes 
de bloquear totalmente a corrente. 

- SEMICONDUTORES - Certos 
minerais, compostos, ligas, etc. 
apresentam características de resis- 
tividade “média” e que, eventual- 
mente, podem ainda ser manipula- 
das ou “controladas” industrial- 
mente, através da inserção de cer- 
tas “impurezas” controladas e do- 
sadas, de modo a se obter um 
comportamento elétrico específi- 
co... Entre os materiais mais co- 
munente utilizados na Eletrônica, 
estão o germânio, o silício,o cád- 
mio, o gálio e outros, que consti- 
tuem matéria prima básica para a 
fabricação de transístores, Circui- 
tos Integrados, dispositivos opto- 
eletrônicos, etc. Veremos a utili- 
zação práticas dos semi-conduto- 
res mais tarde, em Lição específi- 
ca... 
Industrialmente, para se obter 

os mais variados valores de re- 

sistência, não é preciso usar-se di- 
versos materiais... Um mesmo ma- 
terial básico pode ser utilizado na 
obtenção de centenas de valores re- 
sistivos diferentes. O material mais 
usado na feitura industrial dos re- 
sistores é o chamado “filme de car- 
bono”, que não passa de uma pelí- 


DIÂMETRO MAIOR ' 
MAIS ÁGUA 
—|i 


NO MESMO TEMPO 


MENOS AGUA 
—mto 


DIÂMETRO MENOR 


COMPRIMENTO menor | MAIS ÁGUA 
mm 


NO MESMO TEMPO 
DIÂMETROS 

IGUAIS 
COMPRIMENTO MAIOR l MENOS ÁGUA 


e NO MESMO TEMPO 





NO MESMO TEMPO 


10 


cula de um composto à base de 
carvão ou similar, aplicada sobre 
pequenos cilíndros de cerâmica (ou 
outro material não condutor). Sim- 
plesmente “dosando” o compri- 
mento e a espessura dessa película 
ou filme, podem ser obtidos os 
mais diversos valores! Uma analo- 
gia simples torna fácil entender es- 
se processo: 


- FIG. 1 - Os canos existentes em 
qualquer instalação hidráulica 
(como a que alimenta de água a 
sua casa...) exercem, naturalmente, 
uma certa “resistência” ao fluxo 
da água. Algumas regras básicas, 
contudo, conhecidas por qualquer 
encanador ou bombeiro hidráulico: 
- 1-A - Havendo dois canos, de 
idêntico comprimento, porém de 
diâmetros diferentes, o condutor 
de maior diâmetro permitirá a pas- 
sagem de água no 
tempo (em relação ao cano de me- 
nor diâmetro...). 


- 1-B - Por outro lado, em canos de 
idêntico diâmetro, mas de compri- 
mentos diferentes, o condutor mais 
curto permitirá a passagem de mais 
água no mesmo tempo (com re- 


lação ao cano mais longo...). 


O filme de carbono deposita- 
do sobre os pequenos cilindros que 
formam os resistores industriais, 
comporta-se da mesma maneira: 
materiais mais longos, ou de menor 
espessura, apresentam-se mais re- 
sistivos, filmes mais curtos, ou 
mais espessos, são menos resisti- 

. Assim, através de cuidadoso 
dance industrial, feito a partir de 
maquinário de alta precisão, podem 
ser produzidos resistores de prati- 
camente qualquer valor (ver o AR- 
QUIVO TÉCNICO dessa Primeira 
Lição de ABC...). 


- FIG. 2 - Uma série de infor- 
mações visuais IMPORTANTES 
sobre os RESISTORES, que de- 
vem ser bem asimiladas desde já: 

-2-A - Nos “esquemas” dos circui- 
tos eletrônicos, os resistores apa- 
recem representados por símbolos 
(como ocorre com todos os outros 
componentes - veremos isso “pas- 
so-a-passo”, nas respectivas 
Lições...). Modernamente, o sím- 
bolo em forma de pequeno retân- 


TEORIA 2 - O RESISTOR 


SÍMBOLO 


RESISTOR COMUM 


(DE CARBONO) 


síMBOLO 


(P/RESISTORES AQUECEDORES) 


Guy 


RESISTORES DE FIO 


NOSSO SÍMBOLO E 
NOSSO “JEITÃO-... 


gulo é universalmente adotado (e 
será usado aqui na ABC, sem 
pre...). Em alguns esquemas mais 
antigos, pode aparecer o símbolo 
na forma de uma linha em “zi- 
gue-zague”, para os resistores. 
Atualmente, porém, essa simbolo- 
gia é apenas utilizada repre- 
sentar RESISTORES AQUECE- 
DORES, industrialmente produzi- 
dos especificamente para funcio- 
nar como “RESISTÊNCIAS” 
TÉRMICAS (usadas, por exemplo, 
dentro do ferro de soldar, no chu- 
veiro elétrico, no ferro de passar 
roupa, etc.). 


- 2-B - Essas são as “caras” com 
que se apresentam, na prática, os 
resistores no dia-a-dia da Eletró- 
nica: um pequeno cilindro, com 
terminais metálicos axiais (os 


terminais estão dispostos ao longo 
de um imaginário “eixo” do ci- 
lindro). Sobre o corpo do compo- 
nente estão gravadas as listas ou 
faixas coloridas que permitem - 
através de um código simples (en- 
sinado também na presente Lição) 
- a “Leitura” do valor ôhmico (e 
de outros dados ou parâmetros, 
como a TOLERÂNCIA...).Já os 
resistores de fio, (direita, em 
2-B...) costumam apresentar cor- 
po também cilíndrico (às vêzes 
em forma de prisma quadrangular) 
de material cerâmico aparente, 
envolvido pelo fio metálico resis- 
tivo, protegido por uma camada 
de tinta de epoxy protetora e iso- 
lante... As extremidades do fão re- 
sistivo são ligadas a terminais 
metálicos, axiais ou laterais, fixa- 
dos às pontas do componente. 





A DISSIPAÇÃO 
(WATTAGEM) DOS RESISTORES 


Conforme vimos lá atrás, nas 
explicações, exemplos e experiên- 
cias sobre a Lei de Ohm, a quanti- 
dade ou intensidade de CORREN- 
TE que circula po um RESISTOR 
depende de dois fatores ou 
GRANDEZAS: a tensão (em Volts) 
sobre tal resistor e à sua RE- 
SISTÊNCIA (valor ôhmico), se- 
gundo a fórmula: 


= 
“R 


Nada como um exmplo práti- 
co, para lembrar e fixar bem a 
“coisa”... Vamos então calcular a 
corrente sobre um RESISTOR de 
1OR (10 ohms), submetido a uma 
“voltagem” de 10V. 


I=0,1A (ou 100mA) 


Uma vez obtida a CORREN- 
TE, através de outro cálculo sim- 
ples, que envolve o que podemos 
chamar de “Lei de Potência” (não 
é esse o nome “acadêmico”, mas 
gostamos de chamá-la assim, por 
ser mais fácil de entender e deco- 
rar...). A POTÊNCIA, na prática, é 
a “quarta grandeza” envolvida nos 
cálculos e definidora dos compor- 
tamentos dos componentes e circui- 


tos: 
porência| e [vm 00 


A POTÊNCIA (medida em 
Watts - W) determina o “trabalho” 
que determinada corrente e tensão 
podem realizar sobre certo valor re- 
sistivo. Essa POTÊNCIA, “'consu- 
mida” pelo resistor (e por qualquer 
outro componente percorrido pela 
corrente... )deve ser dissipada pelo 
componente, sob a forma de calor. 
O enunciado da “Lei da Potência” 
é: 

“A POTÊNCIA CONSUMIDA 
POR UM CIRCUITO (no caso em 
pauta, o “circuito é o próprio resis- 
tor...) É IGUAL AO PRODUTO 
DA TENSÃO APLICADA AOS 


TEORIA 2 - O RESISTOR 


SEUS TERMINAIS, PELA COR- 
RENTE QUE POR TAL CIRCUI- 
TO PASSA...” 


A fórmula básica, fica então 
assim: 


ISSO É MUITO 
IMPORTANTE! 


Onde “P” é a POTÊNCIA, em 
Watts (W), “V” é a TENSÃO, em 
Volts (V) e “T” é a CORRENTE, 
em Ampéres (A). 


Vamos, então, calcular a 
POTÊNCIA ou dissipação no resis- 
tor/fexemplo citado: já temos os 
elementos necessários, a TENSÃO 
(10V) e a CORRENTE (0, la)... 


P — IW (1 watt) 


O cálculo/exemplo, portanto, 
nos indica que o tal resistor de 
100R, submetido a uma tensão de 
10V percorrido por uma corrente 
de 0,1A, segundo a Lei de Ohm...), 
consome uma POTÊNCIA de IW, 
que deverá ser capaz de dissipar, 
na forma de calor (dissipar quer di- 
zer “transferir” esse calor para o 
ambiente de que cerca o componen- 
te...). 


Para que o componente não 
seja submetido a um aquecimento 
excessivo, devemos ter por norma 
utilizar sempre um resistor para o 
DOBRO da “wattagem” (os 


* acadêmicos arrancam os poucos 


cabelos que têm, quando a gente 
diz “wattagem”, MAS É ASSIM 
QUE SE FALA no dia-a-dia da 
ELetrônica e aqui em ABC não tem 
essas “frescuras”, não...). No caso 
do exemplo, obtida a dissipação 
“matematicamente”, de 1W, apli- 
camos, no eventual circuito onde 
tais parâmetros se manifestem, um 
resistor para 2W. 


1 


-2€ - A dissipação da potência 
consumida pelo componente (na 
forma de calor...) é, na prática, 
diretamente ao ta- 
manho do RESISTOR. Assim, 
quanto maior a “'wattagem”, 
maior também o tamanho físico 
do RESISTOR (o mesmo ocorre, 
de maneira geral, com os demais 
componentes eletrônicos...). Ob- 
servem, na fig. 2-C, a ordem 
crescente de tamanho, em função 
da dissipação. Inevitavelmente, 
resistores para '“'wattagens” ele- 
vadas (5, 10, 20 watts ou mais) 
são bem ““taludos”... A maioria 
dos circuitos, contudo, trabalha 
sob baixas dissipações, usando, 
na prática, resistores para 1/8W 
até 1 ou 2W... 


ASSOCIANDO RESISTORES 
(“SÉRIE” E “PARALELO”) 


Embora sendo teoricamente 
possível a fabricação de resistores 
em qualquer valor ôhmico, desde 
“quase zero” ohms, até dezenas ou 
mesmo centenas de milhões de 
ohms, é óbvio que, na prática, as 
“coisas” não são assim... No AR- 
QUIVO TÉCNICO da presente 
Lição “inaugural” de ABC o Lei- 
tor/Aluno toma conhecimento das 
chamadas “Séries e Valores”, den- 
tro das quais os resistores são co- 
mercialmente oferecidas... Os valo- 
res básicos lá mostrados são aque- 
les com que temos que “nos con- 
formar”... 

Acontece que, no dia-a-dia, 
nas experiências e em muitas cir- 
cunstâncias práticas e específicas, 
acabamos por necessitar de valores 
também específicos, que não po- 
dem ser obtidos no varejo de com- 
ponentes... Nesse casos (que ocor- 
rem muitas vezes na determinação 
precisa de parâmetros elétricos em 
blocos circuitais...) devemos recor- 
rer às chamadas ASSOCIAÇÕES 
de resistores, juntando de determi- 
nada maneira dois ou mais compo- 
nentes, de forma a obter o valor 
ôhmico final desejado... As duas 
associações básicas são denomina- 
das de SERIE e PARALELO. 


- FIG.3 - Diversos exemplos de as- 
sociações de resistores, com os 
valores finais resultantes também 
indicados. Vamos ver cada caso: 





12 


- 3-A - Dois resistores (100R ca- 
da), em SERIE, totalizando 
200R. A chamada ligação 
em SÉRIE constitui em 
simplesmente “enfileirar” 
os componentes, que ficam, 
assim, ligados “um atrás do 
outro”... 

Três resistores (100R cada), 
em SÉRIE, totalizando 
300R (notar como aumentou 
o valor resultante 

Dois resistores (100R cada) 
ligados em PARALELO, 
totalizando SOR. Notar que 
a associação em PARALE- 
LO é feita com os compo- 
nentes eletricamente ““um ao 
lado do outro” (e não “em 
fila””...). 

Agora, três resistores (100R 
cada) em PARALELO, re- 
sultando 33R33 (ou 
33,33R). Observar que 
quanto mais resistores são 
colocados em PARALELO, 
menor fica o valor final do 
conjunto... 

Uma “associação mista”. 
Um resistor (100R) em SE- 
RIE com dois outros (100R 
cada), estes dois em PA- 
RALELO. O valor resultan- 
te do arranjo é 150R. 


TEORIA 2 - O RESISTOR 


ara 
Vem 


PARALELO/ PARALELO 
IOOR tOOR 
ES LS 

o Que SR O 
mm EO 
IOOR 100R 


Fig. 3 


- 3-F - Outra “associação mista”. 
Dois resistores (100R cada) 
em PARALELO, ligados em 
SÉRIE com dois outros re- 
sistores (também 100R ca- 
da) em PARALELO. ““Cu- 
riosamente””, o valor resul- 
tante é 100R (igual ao valor 
de cada um dos “'participan- 
tes” do conjunto...). 


Ligados em SÉRIE (em “fi- 
la”...) o conjunto de resistores se 
comporta como se fosse um único 
resistor, cujo valor total é igual à 


SOMA dos valores individuais dos | 


componentes que formam o conjun- 
to. A fórmula para o cálculo, então, 
é muito simples: 


Rs = R1I+R2+R3+....Rn 


Onde “Rs” é o valor resistivo total 
da associação S e Ri, R2, 

Rn são os valores dos resis- 
tores individuais que formam o 
conjunto. O Leitor/Aluno pode (e 
deve...) “conferir” os resultantes 
dos arranjos mostrados em 3-A e 
3-B, usando a fórmula... 


Quando ligados em PARA- 
LELO, o valor óhmico total do 
conjunto é SEMPRE INFERIOR 


», que Ri, R2, R3 


AO VALOR DO MENOR RESIS- 
TOR (em ohms) QUE FORMA O 
CONJUNTO. A fórmula é um ““ti- 
quinho” mais complexa, mas ainda 
assim “não assustadora”: 


Onde “Rp” é o valor resistivo re- 
sultante da associação, enquanto 
Rn são os va- 
lores individuais dos resistores que 
formam o conjunto. Vamos “'confe- 
rir” com o exemplo mostrado na 


fig. 3-C: 


E 
Rp 100 100 
1 


Rp” 0,01 + 0,01 


1 
RP 0, 02 


1 
RP= 702 
Rp = SOR (50 ohms ou 500) 





Para “confirmar” o aprendi- 
zado da fórmula, o Leitor/Aluno 
deve calcular e conferir o valor re- 
sultante da associação mostrada em 
3-D. 


Nas associações mistas, com 
em 3-E e 3-F, o cálculo deve ser 
feito por etapas. No exemplo 3-E 
inicialmente calcula-se o valor re- 
sultante do grupo PARALELO 
formado pelos dois resistores da di- 
reita e, em seguida, efetua-se o cál- 
culo do arranjo SÉRIE que tal re- 
sistor forma com o outro, da es- 
querda. Confira os cálculos e valo- 
res resultantes, nos exemplos 3-E e 
3-F, como “exercício”... 


“TRUQUES” E 
SIMPLIFICAÇÕES 


No caso de resistores em SÉ- 
RIE, como vimos, a “coisa é mo- 


le”, basta SOMAR os valores. 
Quanto aos resistores em paralelo, 
existem alguns “truques” matemá- 
ticos práticos, que as ajudam a 
simplificar o assunto. 

Exemplos: 


- Quando os resistores em PARA- 
LELO tem valor individual idên- 





I004 


E (D LL) 
(AD) (goa ) 
00n “QU 


tico, para obter o valor de Rp bas- 
ta dividir o valor individual pela 
quantidade de resistores do arran- 
jo! Assim, 4 resistores de 100R 
cada, em PARALELO, resultam 
25R, ou seja: 


= 100 


(Utilize esse “truque” para re-con- 
ferir o valor do arranjo exemplifi- 
cado em 3-D). 

- Quando são apenas dois os resis- 
tores arranjados em PARALELO, 
quaisquer que sejam seus valores, 
o resultado pode ser obtido rapi- 
damente dividindo o seu produto 
pela sua soma! Assim, 2 resisto- 
res, em PARALELO, sendo um 
de 100R e um de 220R, resultam 
num valor de 68R75 (68,75R), 
conforme o cálculo: 


“Rs = 100 x 220 
100 + 220 


(Use esse “truque” para re-conferir 
o valor total do arranjo mostrado 
em 3-C...). 


Para que o Leitor/Aluno, ain- 
da iniciante, não se atrapalhe muito 
com a simbologia : (vão tratando de 
decorar e acostumar-se, que essas 
“molezas” apenas serão fornecidas 
nas primeiras Lições...), os mesmos 
arranjos mostrados na fig. 3 são 
também vistos, em “forma real”, na 
próxima figura: 


“- FIG. 4 - “Vista real” das asso- 
ciações exemplificadas na fig. 3. 


TEORIA 2.- O RESISTOR 








Comparar os símbolos (fig. 3) 
com o chapeado (fig. 4) é uma 


boa maneira de ir se acostumando 


an? 


com a “interpretação” dos es- 
quemas... Com um pouco de 
atenção e bom senso, logo, logo o 
Leitor/Aluno não encontrará difi- 
culdades em ““ler”'esquemas muito 
mais complexos... 


EXPERIÊNCIA COM RESISTORES 


Num arranjo semelhante ao 
das experiências comprobatórias 
sobre a Lei de Ohm, o Leitor/Alu- 
no pode verificar, na prática, o 
“comportamento” dos resistores 
num circuito simples, verificando 
ainda a “*veracidade”” dos resulta- 
dos das associações SÉRIE ou 
PARALELO. Alguns dos compo- 
nentes das experiências anteriores 


UM ESQUEMA É UMA 
ESPÉCIE DE “MAPA” 
DO CIRCUITO... 


RESISTOR DE 
EXPERIÊNCIA 


v 





13 


poderão ser facilmente reaproveita- 
dos (é essa a idéia dominante aqui 
em ABC, sempre no sentido de fa- 
zer Vocês economizarem “algum”, 
que “ninguém é de ferro”...). 


LISTA DE PEÇAS (EXP. 2) 


e1 - LED (Diodo Emissor de 
Luz) vermelho, redondo, 5 mm 

e 1 - Resistor de 33R (laranja-la- 
ranja-preto) x 1/4 watt 

“1 - Resistor de 100R (mar- 
rom-preto-marrom) x 1/4 watt . 

e 1 - Resistor de 470R (amare- 
lo-violeta-marrom) x 1/4 watt 

e 1 - Resistor de 1K (marrom- 
preto-vermelho) x 1/4 watt 

“1 - Resistor de 2K2 (verme- 
lho-vermelho-vermelho) x 1/4 
watt 

e 1 - Resistor de 4K7 (amarelo- 
violeta-vermelho) x 1/4 watt 

61 - Resistor de 10K (marrom- 
preto-laranja) x 1/4 watt 

e1 - Resistor de 22K (verme- 
lho-vermelho-laranja) x 1/4 
watt 

e 1 - Suporte para 2 pilhas pe- 
quenas 

e 1 - Pedaço de barra “Sindal” 
com 4 segmentos (pode ser 
cortado de uma barra inteira, 
que tem 12 segmentos), 


DIVERSOS/OPCIONAIS 


e 2 - Pilhas pequenas (1,5 volts 
cada). 





- FIG. 5 - Mostra o esquema básico 
do circuito para as experiências 
(em essência, é o mesmo utilizado 
para comprovação da Lei de 
Ohm). Conforme já foi dito, um 
“esquema” nada mais é do que a 
“representação” simbólica, em 
diagrama estilizado, dos compo- 
nentes reais, e das suas ligações 
(ou seja: um “mapa” do circui- 
to...). Vocês já sabem os símbolos 
esquemáticos utilizados para re- 
presentação do LED, do resistor e 
das pilhas... Observem cuidado- 
samente o diagrama, identificando 
cada peça é a ordem e posição em 
que são interligados... 


14 


SE LIGAREM ERADO. A “COISA” 
NÃO FUNCIONA... (TOMARA...) 


S|019 
elo ajo| 
ut 6 


- FIG. 6 - “Chapeado” da expe- 
riência. Compare-a com o esque- 
ma (fig. S) para fazer um ““trei- 
namento” de interpretação. Ob- 
servar com muita atenção, durante 
a ligação dos componentes, a po- 
laridade da alimentação (pilhas), 
sempre com o fio vermelho do 
suporte referindo-se ao positivo e 
o fio preto ao negativo. Atenção 
também à correta identificação 
dos terminais do LED (“K” é o 
mais curto, e que sai da peça ao 
lado de um pequeno chanfro; “A” 
e o mais longo...). Notar que o re- 
sistor de 33R (laranja-laranja-pre- 
to) é “fixo”, funcionando como 
“limitador final” para a corrente 
entregue ao LED. Já o “resistor 
de experiência” pode ter seu va- 
lor variado, sempre ligando-o aos 
segmentos (A) e (B) da barra 
“Sindal”. 


SEQUÊNCIA 


- Como primeiro passo, não ligue 
nada aos segmentos (A) e (B) da 
barra. Coloque as pilhas no su- 
porte. Nessa configuração, uma 
resistência elevadíssima existirá 
entre os pontos (A) e (B), repre- 
sentada pelo ar e pelo plástico 
que forma a estrutura da barra... 
Ar e plástico são maus condutores 


PARALELO 


TEORIA 2- O RESISTOR 


RESISTOR DE 


PILHAS 
(3vOLTS) 


(isolantes) e ássim a corrente é 
desprezível (igual a '*'zero”, na 
prática...) e o LED não acende... 

-Na sequência, vá ligando os diver- 
sos resistores indicados na LISTA 
DE PEÇAS aos pontos (A) e (B), 
começando pelo valor mais elevado 
Q2K) e indo té o de 100R Note o 
progressivo “acendimento” do 
LED, com brilho cada vez maior 
(num ambiente não muito ilumina- 
do, é mais fácil “seguir” a lumino- 
sidade do LED e suas vanações...). 

- Faça também experiências com re- 
sistores em SÉRIE ou em PARALE- 
LO, ligados aos segmentos (A) e 
(B), venificando o resultado no bri- 
lho do LED (que será sempre pro- 
porcional à corrente existente no 
circuito...) 

- FIG. 7-Mostra, na prática, como re- 
sistores podem ser ligados em PA- 
RALELO ou em SERIE, aos pontos 
(A) e (B) da barra. Na condição SE- 
RIE, um único segmento “Sindal” 
pode ser usado, para promover a 
continuidade elétrica na “fila” de 
resistores, conforme mostra a figu- 
Ta... 

- Para finalizar, ligue entre os pontos 

(A) e (B) um simples pedaço de fio 

condutor (não esqueça de remover 

o isolamento das extremidades do 

fio, com estilete ou canivete...) O 


LED deverá mostrar “brilho máxi- 
mo”, já que o fio condutor (de cobre 
ou alguma liga altamente conduto- 
Ta... Japresenta resistência baixís si- 
ma (praticamente “zero”...), exer 
cendo então nenhum obstáculo à 
passagem da corrente (o resistor de 
33R está lá para “segurar as pon- 
tas” e - nesse caso - evitar que o 
LED receba corrente excessiva...) 


CONCLUSÕES 


Com tais experiências (que 
nada mais são do que ““prolonga- 
mentos” das verificações feitas 
quanto a lei de Ohm, lá no come- 
ço...), o Leitor/Aluno já terá assi- 
milado o “intuido” importantíssi- 
mos conceitos básicos da Eletro- 
Eletrônica, e que lhe servirão de 
base para todo o desenrolar do seu 
desenvolvimento no assunto. Como 
já deve ter dado para perceber, 
o método ou cronograma da ABC 
é, em muitos aspectos, inverso ao 
dos Cursos Regulares... Aqui va- 
mos do componente para a teoria e 
desta para a prática, de modo que o 
conhecimento adquirido seja, ao 
tempo “acadêmico” e fun- 
cional ('saber” e “fazer” têm que 
andar juntos, senão nada feito...). 


RESISTORES VARIÁVEIS E 
RESISTORES AJUSTÁVEIS 


Já deu para saber o que é um 
RESISTOR, o que ele faz num cir- 
cuito e “sentir” seu comportamen- 
to, na prática, pelo menos na de- 


terminação da CORRENTE que 


desejamos num circuito ou compo- 
nente... Até agora, porém, só fala- 
mos em valor fixo e imutável (“'tan- 
tos” ohms e pronto...). Um resistor 
cujo valor nominal seja 1K (mar- 
rom-preto-vermelho) terá sempre 
“mil ohms” (salvo as eventuais e 
previstas variações para mais ou 
para menos, “permitidas” pela fai- 
xa percentual de TOLERÂNCIA 
dentro da qual foi fabricado, além 
de pequenas variações - desprezí- 
veis para efeitos práticos - resultan- 
tes da alteração da temperatura-am- 
biente, que pode influenciar no va- 
lor ôhmico do componente...). ; 

Em muitas funções circuitais 
específicas, contudo, torna-se ne- 
cessário o uso de resistores espe- 
ciais, cujo valor ôhmico possa ser 
eventualmente alterado ou ajustado. 











Os diversos controles progressivos 
existentes em muitos dos aparelhos 
existentes aí na casa do Leitor/A- 
luno (controles de volume, graves, 
agudos, balanço, etc. nas TVs e ví- 
deos, são exemplos clássicos...) são 
realizados a partir de resistores va- 
riáveis (também chamados de 
POTÊNCIOMETROS) ou ajustá- 
- FIG. 8 - Mostra símbolos, aparên- 
cias e outros detalhes dos resisto- 
res variáveis ou ajustáveis. Esses 
resistores especiais são fabricados 
de modo que um contato móvel 
(chamado de cursor)pode - co- 
mandado por um eixo rotativo ou 
um mecanismo deslizante linear - 
percorrer toda a extensão dq ele- 
mento resistivo (uma “pista” de 
carbono). Conforme já vimos nas 
explicações iniciais sobre os re- 
sistores, se o elemento resistivo 
for “mais curto”, sua resistência 
ôhmica “diminui” proporcional- 
mente... Assim, através desse 
ajuste puramente “mecânico”, 
conseguimos, com facilidade, al- 
terar o valor real da RESISTEN- 
CIA intrínseca do componente! 
Nesse caso, um FOTÊNCIOME- 
TRO (ou TRIM-POT) com valor 
nominal de 10K (dez mil ohms), 
pode, dependendo do seu ajuste, 
assumir qualquer valor de re- 
sistência, entre “zero” e 10K... 


- 8-A - O POTÊNCIOMETRO. Es- 
se componente apresenta-se em 
duas configurações mais comuns: 
rotativo e deslizante. No potên- 
ciometro rotativo, a variação do 
valor resistivo é obtida pelo “gi- 
ro” do eixo da peça (geralmente 
dotado de um “'botão”” ou kmob, 
que facilita a operação...) Na 
versão deslizante, a variação do 
valor resistivq é obtida pelo mo- 
vimento linear (reto) do cursor, 
acoplado a uma pequena alavan- 
ca, eventualmente também dotada 


de um knob ou botão, para efeito . 


de conforto do operador... 


- 8-B - O TRIM-POT. Normalmen- 
te não passa de um potênciometro 
tipo rotativo (ou às vêzes desli- 
zante...) mais “rústico”, já que 
sua função é - normalmente - so- 
frer um único ajuste (para dimen- 
sionar partes sensíveis ou precisas 
de um circuito...) e depois “não 

ser mais mexido”... O ajuste do 








TEORIA 2- O RESISTOR 





valor ôhmico desejado ou reque- 
rido é feito normalmente com o 
auxílio de uma chave de fenda 
pequena. 

O Leitor/Aluno deve observar 
a pequena diferença existente nos 
símbolos do POTÊNCIOMETRO 
(o ajuste pode ser efetuado a qual- 
quer momento, com facilidade...) e 
do TRIM-POT (é feito um ajuste, e 
depois, “esquecido”...). 

Para quem ainda não ““perce- 
beu” por que ocorre a variação da 
resistência, dependendo do ajuste 
efetuado no POTÊNCIOMETRO 
ou TRIM-POT, a próxima figura dá 
um diagrama que explica a “coisa” 
com mais detalhes: 


-FIG. 9 - No diagrama (o compo- 


nente é visto pelo seu símbolo...) 
os pontos 1 e 3 referem-se aos 
terminais existentes nos extremos 
do elemento resistivo, enquanto 
que o ponto 2 corresponde ao 
cursor, ou contato móvel (aciona- 
do pelo eixo, botão, alavanca ou 
knob do componente...). Como já 
foi dito, esse cursor, pode, ao 
comando do operador, “*'percor- 
rer”” toda a extensão do elemento 
resistivo... E só lembrar do que 
falávamos no início da Lição so- 
bre os resistores: a resistência fica 
maior entre os pontos 1 e 2 quan- 
do o cursor (ponto 2) é levado em 
direção ao ponto 3, e vice-versa.. 
Da mesma forma, a resistência en- 
tre os pontos 2 e 3 ficam maior à 
medida que o movimento do cur- 
sor aproxima o ponto 2 do ponto 
Si 


























Quem não “desmontou” o 
núcleo da experiência mostrada na 
fig. 6 pode, facilmente, comprovar 
a ação do potênciometro: basta pe- 
gar um componente com o valor 
nominal de 10K, ligar seus termi- 
nais 2 e 3 aos segmentos (A) e (B) 
da barra “Sindal”” (fig. 6), girar o 
eixo do potênciometro totalmente 
para a direita (lentamente), ou levar 
o cursor do potênciometro deslizan- 
te, todo para uma extremidade e to- 
do para a outra (lentamente), ob- 
servando a variação no brilho do 
LED (que, como sabemos, indica 
proporcionalmente a CORRENTE 
no circuito, que é proporcional à 
RESISTÊNCIA oferecida pelo 
componente... 

Para poder ligar os terminais 
(curtos e grossos) do potênciometro 
aos segmentos parafusáveis da bar- 
ra “Sindal”, o Leitor/Aluno deverá 
fazer pequenas “extensões” solda- 
das, usando pedaços de fio condu- 
tor ligados aos terminais do com- 
ponente (ver Seção TRUQUES & 
DICAS, com importantes recomen- 
dações quanto às ligações solda- 


MENOR RESISTÊNCIA ("7 
ENTREDE(M +... O 
MAIOR RESISTÊNCIA 
ENTRE DEC) | Í 


9) 






















































A Seção de CARTAS da ABC destina-se, basicamente, a esclarecer pontos, 
matérias ou conceitos publicados na parte Teórica ou Prática da Revista, e 
que, eventualmente, não tenham sido bem compreendidos pelos Leitores/A- 
lunos. Excepcionalmente, outros assuntos ou temas podem ser aqui abor- 
dados ou respondidos; a critério único da Equipe que produz ABC... As re- 
gras são as seguintes: (A) Expor a dúvida ou consulta com clareza, aten- 
do-se aos pontos já publicados em APE. Não serão respondidas cartas so- 
bre temas ainda não abordados... (B) Inevitavelmente as cartas só serão 
respondidas após uma pré-seleção, cujo crivo básico levará em conta os 
assuntos mais relevantes, que possam interessar ao maior número possível 
de Leitores/Alunos. (C) As cartas, quando respondidas, estarão também 
submetidas a uma inevitável “ordem cronológica” (as que chegarem primeiro 
serão respondidas antes, salvo critério de importância, que prevalecerá so- 
bre a “ordem cronológica”...). (D) NAO serão respondidas dúvidas ou con- 
sultas pessoalmente, por telefone, ou através de correspondência direta... O 
único canal de comunicação dos Leitores/Alunos com a ABC é esta Seção 
de CARTAS. (E) Demoras (eventualmente grandes...) são absolutamente 
inevitáveis, portanto não adianta gemer, ameaçar, xingar ou fazer beicinho: 
as respostas só aparecerão (se aparecerem...) quando... aparecerem! 


Revista ABC DA ELETRÔNICA 
Seção de CARTAS 
KAPROM - EDITORA, DISTRIBUIDORA 


Endereçar seu envelope assim: 


E PROPAGANDA LTDA. 
R. General Osório, 157 
CEP 01213 - São Paulo - SP 


NOTA: Como a presente ABC é “número um”, obviamente não há cartas 
com dúvidas ou consultas a serem respondidas... Por tal razão, excepcio- 
nalmente nesta Seção de CARTAS estamos publicandó os comunicados 
dos Leitores da 'irmã mais velha” (Revista APRENDENDO E PRATICAN- 


COZINHA - CARTAS - 1 





DO ELETRÔNICA) que, direta ou indiretamente dizem respeito à “caçulinha” 


ABC... 


“Sou um Leitor relativamente novato das 
suas incríveis Revistas, que conseguem 
traduzir aspectos ultra-complexos da 
moderna Eletrônica de forma extrema- 
mente clara, até “brincalhona”, às vé- 
zes... No passado, o Prof. Bêda Marques 
e Equipe produziram duas outras revis- 
tas (por uma outra Editora) que parecem 
ter inspirados, nitidamente, o “jeitão” de 
APE... Uma dessas Revistas era dirigida 
mais especificamente ao Hobbysta, já 
com alguma prática de montagem, e do- 
tado de um mínimo de conhecimentos. 
teóricos sobre a maioria dos componen- 
tes... A outra, contudo, era claramente 
produzida como uma “Revista-Curso”, 
orientada para o Leitor que quisesse ini- 
ciar seu caminho teórico pela Eletrônica 
(foi, na época, o meu caso...). Apenas 
como sugestão, que tal se Vocês da KA- 
PROM (Equipe que faz APE) lançassem 
uma espécie de réplica ou sequência 
dessa citada publicação...? Acredito que, 
atualmente, muitos futuros hobbystas 


andam “loucos” atrás de uma publii- 
cação teórica!fácil, capaz de dar-lhes as 
bases necessárias a um futuro progresso 
técnico (seja como estudantes, seja como 
simples amadores “avançados”, como 
Vocês dizem...). tenho um filho, hoje com 
15 anos, cujo “olho cresce" quando me 
vê “brincando” com minhas pequenas 
montagens eletrônicas de fim de sema- 
na... Sinto que ele anda “doidinho” para 
aprender, porém, quando lhe mostro mi- 
nha antiga coleção da referida Revista, 
sua reação é a de todo jovem: “essas são 
Revistas velhas, do seu tempo...”. E por 
esse tipo de reação que acredito e sugi- 
ro: uma Revista dedicada aos “come- 
çantes” (acho “um barato” esse jeito 
que Vocês têm de inventar palavras que 
a gente fica imaginando por que não 
estão no dicionário...) seria, na minha 
opinião (e, acredito, na de muita gen- 
te...) um sucesso garantido... Um abraço 
a toda a Equipe, de um Leitor “velho” 
(37 anos) das suas publicações anterio- 


res e “novo” da sua gostosa APE...” - 
Tércio Antunes Corrêa - Belo Horizonte 
- MG. 


Creia, Tércio, que a sua carta (que nos 
deixou todos “lavados e enxaguados” de 
orgulho...) funcionou como uma “gota 
d'àgua” no “balde” das muitas e muitas 
solicitações e sugestões semelhantes, re- 
cebidas pela KAPROM ao longo dos úl- 
timos (quase...) dois anos! A Equipe de 
APE/ABC (“ex DCE/BE-A-BA...) 
sempre aspirou retomar “aquele” traba- 
lho, que muito nos gratificou a todos! 
Aqui está a resposta concreta às suas 
solicitações e sugestões: esperamos que 
ABC seja exatamente aquilo que Você 
imaginava para seu filho: uma autêntica 
“Revista-Curso”, despretenciosa, 
porém cheia de vontade de passar os 
conceitos teóricos básicos da Eletrônica 
a todos quantos queiram realmente 
aprender, “saindo do zero” (aqui não 
“formaremos” Técnicos ou Engenhei- 
ros, porém quem seguir ABC terá - com 
certeza - um embasamento teórico vol- 
tado para as aplicações mais práticas e 
imediatas, que muito lhe favorecerá nu- 
ma futura carreira, eventualmente avan- 
çada, dentro da Eletrônica e atividades 
correlatas). Igualzinho ocorria “naque- 
la” publicação a que Você se referiu, 
Tércio, nossa abordagem foge (e fugirá 
sempre...) do velho “esquemão” dos 
Cursos de Eletrônica convencionais, cu- 
jos imutáveis currículos sempre come- 
çam com aquele negócio de átomos, 
eléctrons, órbitas, e outros “nhéco-nhé- 
cos” com nomes um tanto assustadores 
para a maioria dos “candidatos”... A 
próposito, queremos deixar bem claro 
que nada temos contra essa estrutura 
convencional dos Cursos de Eletrônica, 
porém nossa filisofia rebelde e descom- 
plicada caminha por outros caminhos 
(que, seguramente, conduzem ao mesmo 
destino...). Enfim, ABC, embora assuma 
a forma e a estrutura aparente de uma 
“Revista-Curso”, ou até de “Aulas Fas- 
ciculadas”, não é, na verdade, nem uma 
coisa nem outra... Pretendemos ser ape- 
nas e tão somente uma espécie de imi- 
ciação, tão livre quanto possível de 





22 


jargões ou linguagens complicadas e 
cientificamente “esotéricas”, com um 
mínimo absoluto de “matemáticas” (a- 
penas o rigorosamente inevitável...), 
passando aos Leitores/ Alunos fatias de 
conhecimento teórico e prático contem- 
porâneo e necessário, num Mundo onde 
a Eletrônica, cada vez mais, penetra e 
permeia simplesmente... tudo! Obrigado 
pelo abraço, retribuímos com o entu- 
siasmo € o prazer de velhos amigos que 
se reencontram... 


“Sigo suas Revistas desde os primeiros 
números, já que sou um declarado 
amante da Eletrônica prática, e adoro 
montar dispositivos (nem que seja só pa- 
ra “ver funcionar” ...). Considero-me um 
montador com razoável prática e - com 
a clareza dos seus textos e figuras - te- 
nho obtido sucesso em quase 100% das 
montagens... Sei identificar peças e ter- 
minais, sei ler códigos e valores, sei “me 
virar” com as equivalências básicas (a 
até me arrisco, às vêzes, a “inventar” ou 
modificar alguns circuitinhos e - incrível 
- costuma dar certo!). Comecei como 
hobbysta, e ainda sou, porém ultima- 
mente me ressinto de alguma base teóri- 
ca que me permita, com o tempo, “voar 
mais alto” nesse meu interesse por Ele- 
trônica... Não dava para APE encartar 
uma espécie de “Curso” (talvez aumen- 
tando em algumas páginas o tamanho 
normal da Revista...) conforme o fazem 
outras publicações do gênero, para sa- 
tisfazer os Leitores que - como eu - que- 
rem “algo mais” do que simplesmente 
copiar montagens (não estou deprecian- 
do, não! Acho fantástica a maneira como 
APE consegue nos induzir a realizar 
coisas que a gente não se achava ca- 
paz...)? Já tentei, confesso, seguir alguns 
desses “Cursos” embutidos em Revistas, 
porém nenhum deles “bateu” com aquilo 
que quero: ensinamentos básicos, dire- 
tos, teórico/práicos, “leves” porém sufi- 
cientes para aumentar minha confiança 
em mim mesmo, quando resolvo modifi- 
car ou até criar circuitos...?” - Vander- 
ley R. Nogueira - São Paulo - SP 


Aqui estáa ABC, Vanderley! Melhor do 
que um simples encarte, não é...? Con- 
forme Você vê da carta do Tércio, aí 
atrás, (e de muitas outras recebidas nos 
últimos tempos...) estava “assim” de 
gente querendo a mesma coisa... O re- 
sultado foi o inevitável surgimento de 
ABC retomando um “pique” anterior- 
mente desenvolvido pelos criadores de 
APE! Embora seja basicamente uma pu- 
blicação para quem quer “começar do 
- nada”, obviamente que aqueles (como 
Você) que já tem uma certa “tarimba” 
prática serão também beneficiados pela 
anexação de algum conhecimento teóri- 
co “leve” que só os fará crescer como 


COZINHA - CARTAS - 1 


hobbystas! Na verdade, a concepção é 
justamente essa: fazer com que APE (a 
“irmã mais velha”) e ABC se comple 
tem, sem que haja muita redundância: 
quem já era Leitor de APE, encontrará 
em ABC um “recomeço” com bases 
teóricas não normalmente abordadas 
naquela publicação; quem não acompa- 
nhava APE por “medo” de não saber ou 
não entender, agora não tem mais moti- 
vos para “fugir da raia”, pois pode, com 
ABC, aprender rudimentos e bases mui- 
to importantes, explicados de maneira 
clara e objetiva, em linguagem absolu- 
tamente “entendível”... Se quiser, es- 
creva-nos de novo, relatando suas im- 
pressões sobre ABC (está do jeito que 
Você queria, ou não...?). 


“Os DADINHOS publicados em APE 
são muito bons e úteis, dando teorias e 
leituras importantes sobre os principais 
componentes utilizados nos circuitos e 
montagens, porém espalhados, aqui e 
alí, fica um pouco difícil a gente seguir e 
organizar as coisas (assuntos mais “a- 
vançados”, por vêzes aparecem antes de 
assuntos básicos...). Espero que inter- 
pretem o que estou escrevendo como 
uma crítica construtiva, mas acho que 
APE podia condensar os DADINHOS 
numa espécie de “mini-Curso” de Ele- 
trônica, teórica e prática, que ajudaria 
muito os que pretendem saber mais, para 
aprimorar suas montagens e até projetar 


ESCREVAM SEMPRE 
QUE TIVEREM DÚVIDAS! 
PODE DEMORAR, MAS A 
RESPOSTA SERÁ DADA! 








seus próprios circuitos...” - Nestor 


'D' Ângelo - Savador - BA 


Pronto, Nestor! Sua sugestão (junto com 
a de centenas de outros Leitores) está 
sendo (acreditamos) plenamente atendi- 
da com o nascimento de ABC! Quere- 
mos aproveitar para deixar claro que es- 
se negócio de “Curso” apenas fica assim 
grafado por questões puramente semân- 
ticas... No “curso” da ABC não tem 


“ “festa de formatura”, diploma, Certifi- - 


cado, essas coisas: as “aulas” não aca- 

bam nunca, a “escola” é para ser fre- 

quentada por toda a vida... (a Eletrônica 
avança mais rápido do que qualquer or- 

ganização curricular e sempre haverá 
novas coisas a aprender, novos compo- 

nentes a conhecer, novos conceitos a as- 

similar...). Para alguns hobbystas “ma- 

cacos velhos”, os primeiros exemplares 
de ABC eventualmente apenas trarão 

conceitos já conhecidos, porém, com O 
tempo e a evolução das “aulas” (dentro 
do nosso cronograma, que é diferente 
daqueles mostrados pelos cursos “nor- 

mais” de Eletrônica...), inevitavelmente 
todos encontrarão o seu “ponto” de re- 

começo teórico essencial! Já para quem. 
não sabe nada, e quer saber, ABC é 
exatamente o que estava faltando, ainda 
que como complemento a qualquer Cur- 

so profissionalizante ou técnico, por 
correspondência, por frequência, etc., 

que o Leitor eventualmente esteja se- 

guindo (ou pretenda fazer...). 


QUE CHATICE, ESSE 
NEGÓCIO DE 
"SEÇÃO DE CARTAS-... 





JAR 


FEIRA DE PROJETOS - CLUBINHOS 


e A Seção TROCA-TROCA tem, como finalidade básica, o intercâmbio 
de informações, dados, consultas e correspondência EXCLUSIVA- 
MENTE ENTRE OS LEITORES/ALUNOS (cartas com dúvidas, consul- 
tas ou sugestões a respeito do conteúdo Editorial de ABC devem ser 
enviadas à Seção de CARTAS...). Para efeitos práticos, dividimos 
TROCA-TROCA em duas sub-seções: FEIRA DE PROJETOS e COR- 
RESPONDÊNCIA/CLUBINHOS. No primeiro item mostraremos, após 
uma seleção, os projetos e idéias enviados pelos Leitores que quei- 
ram mostrar suas criações aos colegas. Os projetos serão publicados 
do jeito que chegaram, sem que a Equipe Técnica de ABC faça mais 
do que uma análise, no “olhômetro”, de sua viabilidade ou organi- 
zação circuital. A publicação se dará a nível puramente informativo, 
determinando um intercâmbio direto entre os Leitores, com um míni- 
mo de interferência por parte de ABC... 





e De qualquer maneira, pedimos 


que os esquemas, descrições, 
idéias, diagramas e textos sejam 
os mais claros possíveis, pois 
aqui ninguém é criptógrafo, tele- 
pata ou especialista em hierógli- 
fos... Comunicações ininteligíveis 
serão utilizadas para reciclagem 
(por razões econômicas...) trans- 
formando-se em futuro papel de 
impressão para os exemplares de 
ABC... 

e Quanto à sub-seção CORRES- 
PONDÊNCIA/CLUBINHOS, 
destina-se ao “bate-papo” direto 
entre Leitores, comunicados, “F- 
ditais”” de Clubinhos, etc. Ainda 
que LIVRE, essa sub-seção 
tembém tem seus pequenos RE- 
GULAMENTOS.: apenas serão 
publicadas as cartas que - obvia- 
mente - tenham algum grau de li- 
gação com o assunto em pauta na 
ABC, ou seja: ELETRÔNICA, 


seu aprendizado, sua prática e. 


suas implicações... Definitiva- 


COZINHA - TROCA-TROCA - 1 


número um de ABC, expecional- 
mente, estamos mostrando comuni- 
cados que foram, originalmente, 
enviados para a “irmã mais velha” 
(Revista APE) e que, de alguma 
forma, apresentem uma certa re- 
lação com o “espírito” de ABC... 
A partir do próximo número de 
ABC, o ciclo terá seu início real, já 
com idéias enviadas pelos Leito- 


*res/Alunos, em suas primeiras ma- 


nifestações de participação direta. 


1-Com um simples LED 
MCL5151P (Diodo Emissor de 
Luz especial, tipo “pisca-pis- 
ca”), pode ser realizado facil- 
mente um mini-pisca para apli- 
cação em brinquedos, sinali- 
zações, efeitos, etc. O arranjo 
pode ser alimentado com pilhas, 
bateria de 9 volts, bateria de 12 
volts, ou fonte, desde que apre- 
sentem uma saída entre 4,5 e 12 
volts €C.C. A figura mostra o 
.esqueminha do circuito, a pina- 
gem do LED especial 
MCL5151P e o diagrama de li- 
gações em barra ““Sindal”. O 
valor do resistor Rx dependerá 
da tensão (voltagem) da alimen- 
tação, conforme tabela a seguir: 


valor de Rx 
não precisa usar Rx (alimentar o LED diretamente) 


68R (azul-cinza-preto) x 1/4 watt 
220R (vermelho-vermelho-marron) x 1/4 watt 
390R (laranja-branco-marrom) x 1/4 watt 


mente, a CORRESPONDÊN- 
CIA/CLUBINHOS não pode ser 
usada para comercializar coisas 
ou serviços de qualquer tipo (o 
máximo que será admitido, no 
gênero, é a proposta de TROCA, 
pura e simples, de qualquer 
“tranqueira” entre os Leitores...). 
Também não. adianta tentar usar a 
CORRESPONDÊNCIA/CLU- 
BINHOS para arranjar namora- 
da(o) ou coisas assim. Para tais 
finalidades, é melhor usar os mé- 
todos ortodoxos (se é que ainda 
existem métodos ortodoxos em 
alguma atividade humana...). 


FEIRA DE PROJETOS 


NOTA: Como ocorre nas demais 
Seções baseadas na correspondên- 
cia recebida dos Leitores, neste 





Usar fio vermelho no positivo da 
alimentação, e fio preto no negati- 
vo. O LED piscará automaticamen- 
te, numa frequência de 3 Hz (3 
lampejos por segundo) aproxima- 
damente. Não alimentar o conjunto 
com tensões (voltagens) inferiores 
a 4,5 volts, pois nesse caso o LED 
“pisca” não funcionará correta- 
mente. Pode ser usada alimentação 
de mais de 12V €.€C., porém, nesse 
caso, o valor de Rx deverá ser cal- 
culado pela fórmula: 





Rx = valor do resistor em Ohms 
V = tensão de alimentação esco- 
lhida 


25 


COZINHA - TROCA-TROCA - 1 










controle deverão ser soldadas, 
para um perfeito contacto, (os 
terminais das chaves são curtos 
demais para conexão parafusa- 
da, sem solda, via barra “Sin- 
dal”...). As aplicações são mui- 
tas, desde em simples brinque- 
dos, até no controle de ferra- 
mentas ou máquinas domésticas 
ou industriais. Idéia de MAR- 
CO ANTONIO G. ANTUNES - 
Londrina - Pr 


3 - Um “truque” simples para obter 
interessantes efeitos de pisca- 
pisca ou mesmo de “efeitos fan- 
tasmagóricos” de uma lâmpada 
incandescente comum, é o que 
mostra a figura: basta intercalar 
entre a tomada da “força” 










VCL SISIP 




















LED 
PISCA +P 
MOL SIS P 














O valor de Rx deve ser “normali- 
zado” ou seja: colocar um resistor 
de valor comercial mais próximo 
possível do valor numérico encon- 
trado com a fórmula, Idéia de ED- 
SON P. FANGANELLO - São 


da rotação do motor. IMPOR- 
TANTE: o arranjo apenas fun- 
ciona com motores para €.C€. 
(de imã permanente) e não pode 
,ser aplicado em motores univer- 
sais, para Corrente Alternada 









Paulo - SP 


2 - Sistema fácil de ligações para 


controlar tanto o “liga-desliga” 
quanto o sentido de rotação de 
qualquer pequeno motor origi- 
nalmente alimentado por Cor- 
rente Contínua. É necessário o 
uso de 2 chaves tipo H-H stan- 
dart, cuja aparência e pinagem 
são mostradas na figura. Obser- 
var as setar que indicam o acio- 
namento do “botão” ou “ala- 
vanquinha” das chaves, bem 
como os “resultados” desse 
acionamento. No diagrama 
principal as duas chaves utiliza- 
das são vistas por baixo (pelo 
lado dos terminais). A chave 1 
controla o “liga” (L) ou “desli- 
ga” (D) do motor, enquanto que 
a chave 2 determina o sentido 


CHAVE H-H 
STANDART 


(PILHAS, BATERIA, FONTE, ETC.) 


(C.A.). O valor (em volts) da 
alimentação, dependerá dos re- 
quisitos do motor. Por exemplo: 
um pequeno motor “aproveita- 
do” de um brinquedo, que ori- 
ginalmente trabalhava com 2 pi- 
lhas pequenas (3 volts) apenas 
poderá se alimentado pelos 3 
volts nominais, sejam eles pro- 
venientes de pilhas, pequenas 
fontes (tipo “eliminador de pi- 
lhas””, etc. Embora recomenda- 
das as chaves tipo H-H, devido 
ao seu baixo custo (e facilidade 
na aquisição), qualquer outra 
chave tipo “2 polos x 2 po- 
sições”, modelo | ““bolota”, 


“gangorra”, etc., também po- 
derá ser utilizada ,desde que 
observadas as conexões aos 
seus terminais. As ligações aos 
terminais das duas chaves de 


















CHAVE 1 





















(110V.C.A.) e a lâmpada, um 
starter, desses normalmente ins- 
talado para o “disparo” de lâm- 
padas fluorescentes! Deve ser 
usado um starter para lâmpada 
fluorescente de 20 a 40 watts e 
a lâmpada incandescente co- 
mum, a ser controlada, deverá 
ser para 40W a 100W. O efeito 
obtido, conforme já menciona- 
do, ficará entre um pisca-pisca 
de período meio “indefinido” 
(irregular) e um tremeluzir ou 
bruxulear, interessantes, por 
exemplo, para a simulação de 
“fogo” em vitrinas, peças de 
teatro, etc. Algumas recomen- 
dações IMPORTANTES: não 
usar a idéia para o comando de 
lâmpada de mais do que 100W 
(isso “torrará” o starter...), 
lâmpadas de ““wattagem” muito 
baixa (10, 15 ou 25W) não 
darão bons resultados com o ar- 
ranjo; finalmente, em qualquer 
caso, o efeito não deve ser dei- 
xado ligado por períodos muito 
longos (funcionamento ininter- 
rupto é rigorosamente NÃO re- 
comendado...), já que isso cau- 
sará aquecimento e eventual 
queima do starter CUIDADO 
com as isolações e contactos 
elétricos! NÃO ESQUECER 
que o arranjo trabalha com 
tensões e correntes relativamen- 
te elevadas e que assim, qual- 
quer descuido poderá causar 
“choques” perigosos e até fa- 
tais! APENAS ligar o conjunto 
a uma tomada após sua monta- 
gem estar terminada, conferida 





26 


“STARTER? 


P/LÂMPADA 
FLUORESCENTE 
(20-40 w) 


e rigorosamente isolada em to- 
das as junções... Idéia de ALE- 
XANDRE D. CUNHA - Rio 
das Ostras - RJ 


Com um único componente ele- 
trônico, barato, pequeno e fácil 
de adquirir, mais um “espelho” 


“comum de instalação elétrica 


domiciliar, contendo dois inter- 
ruptores simples, pode ser reali- 
zada a idéia mostrada na figura 
e que serve para “dosar” a lu- 
minosidade ambiente, contro- 
lando o brilho de lâmpadas in- 
candescentes comuns. O com- 
ponente utilizado é um diodo 
IN4004, cujo símbolo, aparên- 
cia e identificação de pinos 
estão na fig. Os símbolos “A” e 
“K” dos seus terminais refe- 
rem-se aos termos ANODO e 
CATODO, sendo este último 
identificado por uma pequena 
faixa ou cinta, em cor contras- 
tante com o restante do corpo 
cilíndrico da peça. A idéia é 


" substituir o interruptor simples 


. mente 


original que controlava a lâm- 
pada, pelo arranjo ora sugerido. 
As ligações são vistas claramen- 
te na figura, e DEVEM SER 
TODAS FEITAS COM A 
“FORÇA” DESLIGADA (vá à 
chave geral, lá junto do “reló- 
gio da luz” e desligue a força 
do local, enquanto estiver fa- 
zendo as ligações e instalação 
da idéia, apenas ligando nova- 
mente a chave geral após tudo 
terminado, ligado e rigorosa- 
isolado e conferido). 
Com o arranjo mostrado, o in- 
terruptor “de cima” funcionará 
normalmente, como “'liga-desli- 
ga” para a lâmpada controlada, 
enquanto que o interruptor “de 
baixo” determinará a luminosi- 
dade “alta” (“A”) ou baixa 


COZINHA - TROCA-TROCA - 1 


LÂMPADA 
INCANDESCENTE 
comum 
(40-1008) 





(B”), dependendo da sua po- 
sição. Assim, será possível ilu 
minar-se determinado cômodo 
da casa (sala, quarto, etc.) com 
dois níveis diferentes, a um sim- 
ples comando! IMPORTANTE: 
a lâmpada controlada poderá ser 
de até 100 watts, em 110 volts, 
ou de até 200 watts, em redes 
de 220 volts. .O circuitinho 
NÃO pode ser usado para con- 
trolar lâmpadas de ““wattagens” 
superiores às indicadas. A insta- 
lação é muito simples, bastando 
remover O interruptor original e, 
depois de tudo arranjado, ligar 
os fios que originalmente iam a 


FIOS ORIGINAIS 
DO INTERRUPTOR 





AQUI VOCÊS PODEM MOSTRAR 
E COMPARTILHAR SUAS 


BOAS IDÉIAS 





tal interruptor, às posições “X” 
e “Y” indicadas na figura. O 
interessante é que, além de pro- 
porcionar, “opcionalmente, 
“meia luz” ao ambiente, o dis- 
positivo também gera “meio 
custo” na conta de luz do mês! 
Seu uso mais óbvio será na sala 
de ver televisão ou no quarto 
das crianças (que às vêzes insis- 
tem em dormir com a luz ace- 
sa...). Idéia de CARLOS 
ADRIANO ZAULI - São Paulo 
- SP 


CORRESPONDÊNCIA/CLUBINHOS 


ATENÇÃO, TURMA: Para troca 
de correspondência ou comunica- 
dos de Clubinhos, a exigência bási- 
ca é: NOME e ENDEREÇO COM- 
PLETOS (seja do próprio Leitor, 
seja da “Entidade” ou Clubinho. 
Basta mandar seu Anúncio ou Pro- 
posta, em termos claros e concisos 
(se o “blá, blá, blá”” for muito ex- 
tenso, nós inevitavelmente o con- 
densaremos, para publicação) que, 
.por ordem cronológica de chegada, 
TODOS serão publicados! 


C/2 INTERRUPTORES 
SIMPLES 





NÃO SEL NÃO, MAS ESTA 
SEÇÃO AINDA VAI DAR 
“CURTO-CIRCUITO” 





27 


INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


COMO INTERLIGAR OS COMPONENTES ELETRÔNICOS, NAS EXPE- 
RIÊNCIAS E PRIMEIRAS MONTAGENS (SISTEMA “SEM SOLDA”). AS 
FERRAMENTAS BÁSICAS NECESSÁRIAS. O FERRO DE SOLDAR E 
AS INSTRUÇÕES BÁSICAS PARA AS SOLDAGENS. “DICAS”,CON- 
SELHOS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA QUEM ESTÁ CO- 


MEÇANDO... 


O que chamamos generica- 
mente de “circuito” é sempre for- 
mado por um número qualquer de 
componentes (de 2 ao “infini- 
to" ), forçosamente interligados, 
sendo o conjunto normalmente do- 
tado de terminais para acesso ex- 
temo (ENTRADA, SAÍDA, ALI- 
MENTAÇÃO, CONTROLES, 
etc.). Assim, seja para a interli- 
gação das peças entre sí, seja para 
as conexões do circuito com o “ex- 
terior”, conexões elétricas (e mecá- 
nicas...)Jdevem ser feitas... 

Normalmente, para perfeito 
contato elétrico, tais ligações são 
soldadas, porém, para o iniciante, 
torna-se bastante prático um siste- 
ma que permita a elaboração dos 
seus primeiros circuitos “sem sol- 
da”. Isso traz duas vantagens ób- 
vias e diretas: 


Não se torna necessário, de iní- 
cio, o domínio das técnicas e 
“manhas” quanto ao bom uso do 
ferro de solda (parece uma coisi- 
nha “besta”, mas quem nunca pe- 
gou num ferro de soldar, na sua 
primeira experiência “treme”, te- 


meroso de fazer algo errado...). À 
chance de dano involuntário a um 
componente, também fica reduzi- 
da, no sistema “'sem solda”... 

- Permite o reaproveitamento dos 
componentes, uma vez que po- 
dem ser facilmente removidos do 
circuito (este pode, quando se 
queira, ser '“'desmanchado”...), 
mantendo íntegros os compri- 
mentos dos seus terminais, ““per- 
nas” ou eletrodos. Essa possibi- 
lidade (pelo menos no que diz 
respeito às experiências permite 
uma substancial economia em 
cruzeiros... 

Assim nas primeiras monta- 
gens e experiências de ABC, reco- 
mendamos que o Leitor/Aluno ado- 
te o sistema de interligação das pe- 
ças via BARRA DE CONECTO- 
RES PARAFUSADOS (também 
chamado de “barra de terminais”, 
ou ““barra Sindal”” - caso típico em 
que o nome de um fabricante tradi- 
cional foi, no dia-a-dia, “transferi- 
do” para o produto e seus simila- 
res...). As primeiras manifestações 
circuitais presentes no ABC serão, 
inclusive, descritas nesse sistema. 


- FIG. 1-A - A barra de terminais 
(muito fácil de ser encontrada em 
casas de materiais eletro-eletrôni- 
cos) apresenta normalmente 12 
segmentos, em “fila”, cada um 
formado por um miolo metálico 
perfurado (no qual são inseridos 
os fios ou terminais a serem inter- 
ligados) e um par de parafusos 
pequenos, que “atravessam” ver- 
ticalmente o miolo. Tais parafusos 
exercem a função dupla de fixar 
mecanicamente os fios ou termi- 
nais e, ao mesmo tempo, promover 
sua conexão elétrica. ATENÇÃO: 
embora a barra inteira apresente 
12 segmentos, seu material estru- 
tural é fácil de cortar (com canive- 
te ou estilete), de modo a reduzir o 
tamanho (número de segmentos) 
da barra às conveniências especí- 
ficas. Se o Leitor/Aluno precisar, 
numa montagem ou experiência, 
de uma barra com apenas 5 seg- 
mentos, poderá facilmente separar 
essa extensão, cortando-a da barra 
inteira... Essa barra é comerciali- 
zada (na marca tradicional ““Sin- 
dal””) sob o nº de código “812”, 
permitindo a inserção e conexão 
de “até 1 fio calibre 14”, ou, natu- 
ralmente, de vários fios ou termi- 
nais de calibres inferiores (número 
AWG maiores...). 


FIG. 1-B - Para descomplicar os 
desenhos e as informações vi- 
suais, aqui em ABC, adotaremos 
a estilização mostrada na figura, 
quando a barra for usada nos 
“chapeados”” da montagens e ex- 


periências. Eventualmente, os 
segmentos poderão (para facilitar 
o acompanhamento e a sequência 
de montagem...) ser numerados. 
Essa numeração, obviamente, 
será apenas referencial, já que a 
barra “'verdadeira” não tem nú- 
meros de segmentos nela inscri- 
tos... 

FIG. 1 - Detalhes de como fios 
e terminais de componentes de- 
vem ser ligados (interligados) 
através da barra. As pontas de fio 
devem estar desencapadas (remo- 
vido O isolamento) e os terminais 
de componentes devem estar bem 
limpos (se estiverem oxidados, 
precisam ser previamente raspa- 
dos com uma lâmina, até o metal 
se mostrar brilhante...). O proce- 
dimento para ligação é simples: 





28 


SINDOLO ESQUEMÁTICO DA BARRA 
ADOTADO NOS CHAPEADOS 


e ooloololo 
ôlololololo jo (D) 


primeiro se desaperta os parafusos 
do segmento desejado, em segui- 
da enfiam-se os fios e/ou termi- 
nais a serem ligados (basta uma 
penetração de pouco mais de 0,5 
cm., não precisa “atravessar” to- 
do o segmento...) através do(s) 
furo(s) existente(s) no miolo 
metálico; finalmente, apertam-se 
o(s) parafuso(s) de fixação e con- 
tacto, até “sentir firmeza”. A 
“coisa” é muito fácil e qualquer 
criança estará apta a realizar mon- 
tagens simples, nesse sistema. Só 
tem uma restrição: EVITE 
APERTO EXCESSIVO nos para- 
fusos, pois isso poderá romper os 
fios ou terminais ligados! Obvia- 
mente também deve ser evitado 
um aperto exageradamente ““frou- 
xo”, já que isso ocasionará má fi- 
xação mecânica e mau contato 
elétrico 


INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


APERTE APENAS 
O SUFICIENTE... 


Em muitos dos circuitos e ex- 
perimentações (mesmo nos casos 
mais simples...) será necessária a 
inclusão de uma “chave interrupto- 
ra” (LIGA-DESLIGA) para o co- 
mando da alimentação de energia 
(seja ela proveniente de pilhas, ba- 
terias, rede C.A., etc.) ao dito cir- 
cuito. Para que o Leitor/Aluno vá, 
desde já, se familiarizando com es- 
se importante componente (quase 
tudo em Eletro-Eletrônica, tem uma 
“chave”  LIGA-DESLIGA...), a 
fig. 2 mostra os modelos mais co- 
muns (e baratos) de chaves, bem 
como as “dicas” de quais terminais 
devem ser utilizados, nas apli- 
cações menos complexas. 


- FIG. 2-A - Mostra uma chave do 
tipo “H-H” SIMPLES (também 
chamada de “1 polo x 2 po- 
sições”). Pode ser facilmente en- 


contrada nos tamanhos standart e 
mini (qualquer dos dois serve, pa- 
ra as aplicações mais simples). 
Para utilização como interruptor 
simples (LIGA-DESLIGA), ape- 
nas os terminais A e B serão 
aproveitados (receberão ligação). 
FIG. 2-B - Eventualmente, pode 
ser mais fácil de obter uma chave 
“H-H” DUPLA (nome técnico: 
“2 polos x 2 posições”), cujos 
terminais a serem utilizados numa 
aplicação como interruptor sim- 
ples, estão indicados pelas setas 
AecB. 

Observar, tanto na fig. 2-A 
quanto na 2-B, que é fácil determi- 
nar-se visualmente, pela posição do 
“botão” ou alavanca das chaves ti- 
po “H-H”, se a condição é “'LI- 
GADO” ou “DESLIGADO”. 
Quando o “botão” é puxado para o 
lado onde estão os terminais apro- 
veitados, a chave estará LIGADA. 
Quando o “botão” é deslocado pa- 
ra longe da posição ocupada pelos 
terminais aproveitados, então a 
chave estará DESLIGADA. 
ATENÇÃO: Essa referência de po- 
sicionamento do “botão” ou ala- 
vanca, quanto à condição LIGA- 
DO/DESLIGADO da chave, vale 
apenas para o modelo ilustrado (ti- 
po “H-H”), já que as chaves de ou- 
tros modelos (tipo ““gangorra”, 
“bolota”, etc.) podem apresentar 
atuação eletro-mecânica inversa... 

Nas FIGs. 2C e 2-D mostra- 
mos os símbolos e seus “equivalen- 
tes” elétricos, respectivamente para 
uma chave interruptora simples 
DESLIGADA (a corrente não pas- 
sa) e LIGADA (a corrente passa). 
Uma chave DESLIGADA equivale 
a duas pontas de fio separadas, sem 
se tocarem, enquanto que uma cha- 
ve LIGADA corresponde a duas 
pontas de fio ““torcidinhas”, bem 
juntas... Quem for muito “unha”, 
ou estiver realmente a “help” 
(completamente ““durangão”...) po- 
derá, numa emergência, usar esse 
“sistema” para simular um inter- 
ruptor simples. ATENÇÃO, porém: 
isso apenas será permitido se a 
tensão presente nos fios for baixa, 
proveniente de pilhas ou bateria... 
NÃO USE esse interruptor “'tosco” 


“sob tensões e correntes provenien- 


tes de uma tomada ou instalação 
domiciliar (110 ou 220 volts) pois 
isso será perigoso para Você e para 





INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


OBSERVE SE NÃO HA 
“FOLGA” COM O 
BICO FECHADO. 


FECHE AS LÂMINAS E 
OLHE CONTRA A LUZ.. 
SE EXISTIREM FALHAS 
OU PONTOS “CEGOS”, 
VOCÊ ESTA “FERRADO” 
RÉ! RÉ! RÉ! 


o próprio circuito elétrico do local. 


FERRAMENTAS BÁSICAS 


Tirando pensar, toda e qual- 
quer atividade humana exige o uso 
de ferramentas, que nada mais são 
do que “extensões” e complemen- 
tos mecânicos do nosso próprio 
corpo, inteligentemente inventadas 
e utilizadas para ampliar “'o que 
podemos fazer”... E justamente (e, 
segundo alguns, unicamente...) essa 
facilidade que temos de inventar e 
usar ferramentas que nos distingue, 
pretensiosos mamíferos bípedes 
(alguns “não muito” bípedes...) e 
de poucos pelos, dos demais “*bi- 
chos”, de todas as espécies, com os 
quais convivemos na biosfera desse 


planeta Terra (PRESERVEM A, 


NATUREZA, senão seus filhos e 
netos - se é que terão “oportunida- 
de” de nascer - vão ver, literalmen- 
te, “o que é bom pra tosse”...). 

. Também em Eletrônica, mes- 
mo o iniciante ou estudante, preci- 
sam de algumas ferramentas bási- 
cas, sem as quais o exercício e o 
aprendizado ficam difíceis. A re- 
lação que apresentaremos em se- 


guida pode parecer óbvia demais, 
porém é surpreendente o número de 
incautos que insistem em “cortar 
fios com faca de cozinha”, prender 
delicados componentes em ““tornos 
de marceneiro” ou soldar terminais 
de Integrados com '“'maçarico de 
encanador”! Cada coisa em seu lu- 
gar, cada ferramenta em sua função 
(essa é uma regra básica do bom 
aprendizado e do seguro progresso 
profissional e técnico, em qualquer 
atividade...). 

É certo que mesmo um con- 
junto básico de ferramentas, atual- 
mente, não custa pouco, e o ini- 
ciante pode se ver tentado a sim- 
plesmente comprar “as mais bara- 
tas”... Isso, a princípio, não é uma 
boa estratégia, já que ferramentas 
de segunda linha se desgastam lo- 
go, quebram-se facilmente, oxidam, 
perdem o corte ou a pressão e daí... 
“báu...báu...””. O conveniente é fa- 
zer cuidadosa pesquisa de pre- 
“cos/qualidades, procurando, logo 
“de cara”, obter um ferramental de 
boa procedência que, se correta- 
mente utilizado, durará maitos 
anos, podendo até servir à futura 
vida, “profissional” do Leitor/Alu- 


29 


no, se este decidir avançar cada vez 
mais no seu interesse por Eletrôni- 
ca. 

Na maioria das cidades exis- 
tem varejistas no ramo de ferramen- 
tas, porém o Leitor/Aluno pode 
também valer-se dos diversos sis- 
temas de vendas pelo Correio, 
normalmente anunciados em ABC e 
outras Revistas do ramo... 

As principais (e absolutamen- 
te necessárias...) ferramentas “ati- 
vas” são: ALICATE DE BICO, 
ALICATE DE CORTE, CHAVES 
DE FENDA E FACA DE BAN- 
CADA (ESTILETE). A ferramenta 
“ativa” fundamental é o FERRO 
DE SOLDAR. Alguns detalhes e 
conselhos sobre cada uma dessas 
ferramentas: 


- FIG-3 - ALICATE DE BICO. Pa- 
1a o iniciante, o ideal é um mode- 
lo pequeno, de preferência com 
cabo isolado. Por uma questão de 
preço o Leitor/Aluno pode optar 
por um modelo com cabos sem 
isolação, porém, nesse caso, 
convém recobrir os cabos com 
mangueirinha plástica ou de bor- 
racha, promovendo uma boa iso- 
lação de segurança. A ferramenta 
é usada para prender, desentortar, 
entortar, modificar posições de 
terminais, segurar porcas €e o dia- 
bo. Não convém, em Eletrônica, o 
Leitor/Aluno usar aquele velho 
alicate universal, já meio frouxo, 
que repousa lá na caixa de ferra- 
mentas do “'velho”... “Aquilo” é 
muito bom para trocar torneiras, 
não para os relativamente delica- 
dos trabalhos de Eletrônica. 

FIG. 4 - ALICATE DE CORTE - 
Ferramenta mais do que essencial 
em Eletrônica. É um verdadeiro 
“porrilhão”” de fios e terminais 
que devem ser cortados, em toda 
experiência, montagem prática 
provisória ou definitiva. Assim 
como ocorre com o alicate de bi- 
co, a ferramenta deve, preferen- 
cialmente, ter seus cabos isolados 
(ou posteriormente à compra, re- 
cobertos por mangueirinha plásti- 
ca ou de borracha). São muitos os 
bons alicates de corte oferecidos 
no varejo, inclusive alguns muito 
simples, de baixo preço - porém 
qualidade razoável - especialmen- 
te fabricados para o estudante, 
hobbysta ou técnico ““começan- 





30 





ESTILETE 


te”. Novamente lembramos que, 
para os delicados trabalhos em 
Eletrônica (fios geralmente muitos 
finos e frágeis...) não serve aque- 
la “região cortante” normalmente 
embutida junto ao eixo dos alica- 
tes universais de eletricistas... 

FIG.5 - CHAVES DE FENDA - 
Para o iniciante, apenas duas boas 
chaves bastarão: uma com boca 
pequena (2 a 3 mm) € outra com 
boca um pouco maior (5 a 6 mm) 
e cabo um pouco mais longo e re- 
forçado. Como se trata de uma 
ferramenta de preço relativamente 


“baixo, quem quiser (e puder...) 





encontrará, com certeza, KITs ou 
conjuntos, contendo chaves de 
vários tamanhos (eventualmente 
incluindo chaves especiais, tipo 
Philips, e “de bota”...), a um 
custo atrativo. O cabo isolado 
também é fundamental nas chaves 
de fenda, características que - fe- 
lizmente - é encontrada em todas 
as chaves comuns, independente- 
mente de preço ou procedência. 
FIG. 6 - ESTILETE (FACA DE 
BANCADA) - Um bom canivete, 
faca de bancada ou estilete é um 
“troço” que, no dia-a-dia da Ele- 
trônica, tem uso constante (desen- 
capar fios, raspar terminais sujos 
ou oxidados e o “escambau”...). 
Não se arrisque a “sequestrar” 
uma faca la no gaveteiro da cozi- 
nha (a “mama” ou a esposa, mais 
cedo ou mais tarde descobrirá o 
furto e daí “a coisa pega”...). 
Bons  estiletes, com lâminas 
trocáveis (alguns permitem inclu- 
sive que se ajuste o comprimen- 
to/útil da lâmina) não são tão ca- 
ros... É verdade que um bom ca- 
nivete, do tipo “Suiço”, também 
pode ser usado na Bancada, 
porém realmente não sabemnos o 
que Você fará, em Eletrônica, 
com aquelas colheres, garfos, tre- 
sourinhas, cortadores de unha, 
abridores de garrafa e coisa, in- 
corporados a tais ““monstri- 
nhos”... 


INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


(FACA DE BANCADA) 


O FERRO DE SOLDAR 


- Nos Exemplares/Lição ini- 
ciais, aqui na ABC, sempre procu- 
raremos implementar as montagens 
experimentais, comprobatórias (e 
mesmo pequenos circuitos de uso 
prático) no sistema “sem solda” 
(baseado nas barras de terminais 
parafusados, conforme explicado lá 
no começo do presente TRUQUES 
& DICAS...). Enquanto estivermos 
lidando apenas com componentes 
discretos, em pequena quantidade, 
esse sistema é prático e reco- 
mendável, pois além da fácil substi- 
tuição, ligação e ““desligação” das 
peças, permite o total reaproveita- 
mento dos componentes (e também 
da própria barra de terminais, fios, 
etc.) numa economia que não é de 
“jogar fora” nas atuais circunstân- 
cias econômicas... 

Mais adiante, quando come- 
çarmos a lidar com Integrados e 
circuitos mais complexos, inevita- 
velmente partiremos para a imple- 
mentação em matrizes de contatos 


FERRO E 


PESADO 


(tipo ““Proto-Board”). Entretanto, 
mais cedo ou mais tarde, na medida 
em que o Leitor/Aluno progedir no 
seu aprendizado, surgirá natural- 
mente a necessidade de se realizar 
montagens definitivas, mecânica e 
eletricamente sólidas, para utili- 
zação prática real, garantindo boa 
durabilidade. Nesse estágio a posse 
e o uso do ferro de soldar é absolu- 
tamente necessária... Mesmo agora, 


nos primeiros passos, existem al- 


guns (poucos...) tipos de ligações 
que - não tem jeito - devem ser fei- 
tas através de solda (é o caso - por 
exemplo - das chaves e interrupto- 
res que, normalmente, apresentam 
terminais muito curtos e rígidos pa- 
ra serem conetados às barras de 
terminais, o que nos obriga a “en- 
compridá-los” com pedaços de 
terminais de fios... soldados...). 

No varejo de Eletro-Eletrôni- 
ca tem “trocentos” modelos, tama- 
nhos, formas, marcas de ferros de 
soldar... Para uma aquisição cons- 
ciente, nem levando “gato por le- 
bre”, nem usando uma ferramenta 
“desproporcional” à função, o Lei- 
tor/Aluno deve conhecer alguns fa- 
tos básicos: 


- Os ferros de soldar são basica- 
mente clasifficados quanto à sua 
waitagem ou potência. Quanto 
maior a waftagem, mais calor o 
ferro pode desenvolver e maior 
também seu tamanho físico. Os 
chamados ferros leves, de baixa 


SE USAR UM 
DESSES “PESADÕES” 
VAI DEARETER 
UDO. EU 
VOU ACHAR O MAIOR 
BARATO! 


Yy 


FERRO SUPER PESADO 
(MACHADINHO) 





wattagem (máximo 30 watts) são 
pequenos, de manuseio confortá- 
vel, têm ponta fina (própria para a 
soldagem dos minúsculos compo- 
nentes eletrônicos modernos...) e 
se aquecem rapidamente, assim 
que ligados. Os ferros pesados, de 
alta waltagem, são inevitavelmen- 
te grandões, pontas grossas e - 
apesar do grande calor desenvol- 
vido - demoram para “chegar ao 
ponto” (devido à inércia térmica 
determinada pela sua grande mas- 
sa...). 
Para as finalidades básicas do 
aprendizado e da Eletrônica práti- 
ca, o Leitor/Aluno deve adquirir 
um ferro LEVE, máximo de 
30watts, ponta fina. Aqui vale o 
mesmo que já foi dito quanto às 
ferramentas: compensa gastar um 
pouquinho mais no início, e não 
comprar “bagulho”... Os ferros 
de boa qualidade costumam ter 
resistências aquecedoras mais re- 
sistentes (desculpem a inevitável 
redundância...) e duráveis, pontas 
mais fáceis de estanhar e limpar, 
além de um manuseio mais con- 
fortável, tanto em termos de er- 
gonomia (adaptação à forma da. 
mão do operador...) como de iso- 
lamento térmico. Outro fator im- 
portante a se considerar é a viabi- 
lidade (que nem todos os ferros 
apresentam...) de se substituir 
* pontas e resistências aquecedoras, 
além - é obvio - da efetiva dispo- 
nibilidade desses complementos 
no varejo. 
FIG. 7 - Ferros leves (A) e pesa- 
dos(B) para uma comparação vi- 
sual. Os tipos (B) não devem ser 
usados na moderna Eletrônica... 
Se lá naquela “arqueológica” 
caixa de ferramentas existir um 
“trambolho” desses, reserve-o pa- 
ra remendar fundos de panelas fu- 
radas, consertar a lataria do 
*““Gordini”” e essas coisas... NÃO 
os aproxime de um moderno e de- 
licado componente eletrônico! 


AS SOLDAGENS 


Não se apavore... Nas primei- 
ras soldagens todo mundo “trope- 
çou”, errou ou cometeu alguma ca- 
gada... Embora as soldagens de 
componentes sejam operações sim- 
ples, exigem alguma malícia, al- 
guns “truques”... Por enquanto, fa- 


INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


COMPONENTE 


ps 


= á 


FIXACAO NECRisGAS 
DOS TERMINAIS 


laremos apenas na eventual solda- 
gem de terminal a terminal Num 
futuro próximo, quando abordar- - 
mos os chamados Circuitos Im- 
pressos, falaremos sobre as técnicas 
próprias a esse sistema de interli- 
gação de componentes...). 


- FIG. 8 - Realizando uma boa sol- 
dagem. A sequência é simples, e 
com o tempo torna-se “automáti- 
ca”, bastando respeitar as seguin- 
tes etapas: 

- Todos os terminais, pontas de fios 
ou partes metálicas envolvidas 
devem ser rigorosamente limpas. 
Partes oxidadas ou sujas podem - 
ser raspadas com uma lâmina, es- 
fregadas com “Bom Bril” ou lixa 
fina até que o metal fique brilhan- 


TEM QUE 
FICAR ASSIM... 


LISA E BRILHANTE 


SUPERFICIE IRREGULAR 


E SEM BRILHO 


SE FICAR ASSIM. VAI 
DAR DEFEITO NO 


31 


PONTA DO FERRO 


DO asim 


PONENTE 


te, livre de qualquer depósito que 
possa obstar uma boa soldagem. 

Para ligar terminais ou fios dire- 
tamente um ao outro, depois de 
limpos eles devem ser proviso- 
riamente fixados (ainda que leve- 
mente...) entre sf. Em terminais 
fininhos, uma leve torção (fig. 8) 
é suficiente. Terminais mais gros- 
sos exigirão o auxílio do alicate 
de bico. Não convém, nessa pré- 
fixação, prender-se muito os ter- 
minais um ao outro, pois isso di- 


ficultará uma eventual correção 


que obrigue a novamente separar 
ou desligar componentes. 

Antes de começar a soldagem, o 
ferro deve ser ligado, esperando- 
se o dito cujo atingir o ponto má- 
ximo de calor. Com o estilete ou 


FERRO, 


So 


mo 


PONTO DE SOLDA 
BEM FEITO 


CIRCUITO (EU ACHO 
E BOM...) 





32 


lixa, limpe a ponta do ferro (já 
aquecido - cuidado para não ““tos- 
tar” os dedinhos...). Estanhe a 
ponta do ferro quente, encostan- 
do-lhe, por alguns segundos, a 
solda, de modo que a ponta fique 
recoberta por uma pequena cama- 
da brilhante de solda fundida. 

- Encoste primeiro a ponta aqueci- 
da do ferro na junção a ser feita. 
Um ou dois segundos são sufi- 
cientes para que as partes metáli- 
cas envolvidas atinjam a tempera- 
tura necessária. Em seguida, en- 
coste o fio de solda na junção 
(NÃO na ponta do ferro...). Se a 
junção estiver limpa e aquecida 
corretamente, a solda funde e se 
espalha uniformemente, realizan- 
do uma ligação perfeita. 

- FIG. 9 - Outros detalhes sobre as 
soldagens. Algumas “dicas” vi- 
suais que indicam e facilitam a 
realização de um bom trabalho: 

- Para diagnosticar a qualidade do 
ponto de solda obtido, basta ob- 
servar (fig. 9-A) se a junção re- 
sultou lisa e brilhante. Se isso 
ocorrer, a soldagem está boa. Se, 
contudo, o ponto ficar (fig. 9-B) 
rugoso e fosco, a chance de que o 
contato esteja mecânica e eletri- 
camente prejudicado é muito 
grande. 

- Falamos, por enquanto, na solda- 
gem de dois (ou mais...) compo- 
nentes, terminal a terminal. Nas 


ALICATE FUNCIONANDO 


COMO "DESVIADOR" 
DO CALOR 


«fimo anna bt 
CALOR "DESVIADO" PARA 
O CORPO DO ALICATE 


RESISTOR 


EM CARTELA 


E) 


INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


montagens definitivas, contudo, 
ocorrem casos em que o compo- 
nente deverá ter seu terminal sol- 
dado a um olhal metálico (pontes 
de terminais soldáveis, terminais 
de componentes ““pesados””, como 
chaves, interruptores, conetores 
de entrada ou saída, etc.). Nesse 
caso, o procedimento correto está 
demonstrado nas figs. 9-C, 9-D e 
9-E. 


- Coloca-se o terminal no olhal * 


(ambos bem limpos, conforme já 
explicado). Se for necessária uma 
pré-fixação mecânica, uma leve 
“entortadinha” no terminal, em 
“gancho”, será suficiente (fig. 
9-C). 

- Pressiona-se a ponta aquecida do 
ferro na junção do terminal com o 
olhal por alguns segundos. En- 
costa-se então a solda ao olhal 
(NAO à ponta do ferro). A solda 
funde-se, espalha-se e preenche o 
furo do olhal metálico (figs. 9-D e 
9-E). 

Os ferros leves (máximo 30 
watts) recomendados, desenvolvem 
pouco calor (relativamente), e por 
isso são usados nas soldagens dos 
delicados, minúsculos e um tanto 


' frágeis componentes da moderna 


Eletrônica. Mesmo assim, algumas 
das peças normalmente utilizadas 
nos circuitos são especialmente 
sensíveis ao calor, podendo até ser 
inutilizadas por sobreaquecimento, 


COMPONENTE 
DELICADO 


PONTA DO 


La FERRO 


Es 
LST SOLDA 


Fig 10 


EM CARRETEL 


Qu) 


Fgil 


se não forem tomados alguns cui- 
dados básicos: 


- FIG. 10 - Usando um “desvia- 
dor” de calor na proteção de 
componentes delicados. Os semi- 
condutores (diodos, LEDs, 
transístores, Circuitos Integrados, 
etc.) e os capacitores eletrolíticos 
(todos esses componentes serão 
abordados em Lições específicas 
de ABC, no seu devido momen- 
to...) não “gostam” do calor ex- 
cessivo. Seus terminais e estrutura 
interna, são industrialmente proje- 
tados para resistir à temperatura 
de soldagem por apenas alguns 
segundos. Aí vão algumas reco- 
mendações importantes para que 
não seja ultrapassada a sua “acei- 
tação” térmica: 

Evite encostar a ponta aquecida 
do ferro diretamente no corpo do 
componente, ou mesmo num ter- 
minal, em ponto muito próximo 
ao corpo da peça. 

Em qualquer caso, a soldagem 
não pode demorar mais do que 
uns 5 segundos (com a prática, o 
Leitor/Aluno conseguirá soldar 
qualquer ponto típico em torno de 
1 segundo...). 

Se, por inexperiência ou qualquer 
probleminha surgido no momento, 
uma soldagem “não pegar” nos 
primeiros 5 segundos, a ponta de 
ferro deve ser afastada. Espere a 
ligação esfriar (5 segundos de es- 
pera bastam...) e tente novamente, 
com mais cuidado. 

Algumas junções são difíceis de 
se realizar rapidamente. Nesse ca- 
so, um “desviador”” de calor deve 
ser providenciado (FIG. 10). Um 
alicate de bico (ou pinça travante 
metálica) aplicado ao terminal do 
componente delicado, ““absor- 
verá” o calor gerado, protegendo 
o componente. Para manter o ali- 
cate com o “bico fechado” (salvo 
grave defeito genético, ninguém 
tem 3 mãos: uma para segurar O 
ferro, outra para segurar a solda e 
a terceira para apertar o alica- 
te...), uma cinta de elástico ou 
borracha aplicado às manoplas do 
dito alicate é um “truque” válido, 
muito utilizado... 


ASOLDA 


- FIG. 11 - Embalagens ou apresen- 





INFORMAÇÕES - TRUQUES & DICAS - 1 


tações costumeiras do “fio de 
solda”. Tão importante quanto 
usar O ferro correto, e adotar os 
procedimentos aqui enumerados, 
é trabalhar com uma solda especí- 
fica para Eletrônica. O pequeno 
tamanho dos componentes e ter- 
minais, o baixo calibre dos fios, a 
necessidade de ligações rápidas, 
sem o desenvolvimento de muito 
calor, obriga-nos ao uso de solda 
fina, de baixo ponto de fusão 
(quer dizer, uma liga que se der- 
rete, funde, sob temperaturas não 
muito elevadas...). Conforme ilus- 
tra a fig. 11, no varejo de eletrô- 
nica o Leitor/Aluno encontrará 
facilmente a solda específica em 
CARTELAS (normalmente com 1 
metro de solda), em CARRETEL 
(com 1/2 quilo ou 1 quilo) ou em 
TUBOS (“provedores”), sendo 
esse útilmo sistema de uso bastan- 
te prático, pois a própria embala- 
gem serve como “segurador” e 
“municiador” de solda durante a 
operação de soldagem (os tubos, 
normalmente, contém 4 ou 5 me- 
tros de solda). 

E IMPORTANTE usar-se apenas 
solda com ligas 60/40 ou 63/37, 
que alguns fabricantes já standar- 
tizaram na codificação , através 
do uso de embalagens ou car- 
retéis, respectivemente nas cores 
AZUL ou CORAL. Não devem 
ser usadas nas montagens com 
peças delicadas, soldas codifica- 
das pelas cores standartizadas 
VERDE ou MARROM, pois 
apresentam ligas que apenas se 
fundem em temperatura mais alta 
do que a “suportável” pelos com- 
ponentes comuns... 


OUTRAS TÉCNICAS 
E FERRAMENTAS 


Para montagens mais avança- 
das, ou para atividades profissio- 
nais, onde rapidez e bom acaba- 


mento sejam absolutamente essen- |. 


ciais, existem técnicas e ferramen- 
tas obviamente mais sofisticadas... 
Uma dessas técnicas é a da monta- 
gem em Circuito Impresso (chega- 
remos lá, no decorrer do “Curso” 
de ABC, logo, logo...). Nesse sis- 
tema, uma placa de material isolan- 
te (fenolite ou fibra de vidro), ori- 
ginalmente revertida por uma pelí- 


cula de material condutor (cobre) 
em uma (ou ambas) das faces, re- 
cebe, na forma de “desenho” ou 
“impresso” (daí o nome dado à 
técnica...) todo o padrão de li- 
gações de um circuito, substituindo 
assim os fios, terminais ou ligações 
“permna-a-perna” das montagens 
mais simples. Os componentes têm 
seus terminais inseridos em furos 
estrategicamente feitos na placa, 
em seguida soldados (às vêzes, in- 
dustrialmente, em sistemas total- 
mente automáticos...) às “pistas” e 
“ilhas” cobreadas, formadas pelo 
padrão impresso na película metáli- 
ca... Falaremos, estudaremos e pra- 
ticaremos tal técnica, em Lições fu- 
- FIG. 12 - Pistola de soldar. É um 
tipo “avançado” e profissional de 
ferro de soldar, obviamente muito 
mais caro do que os convencio- 
nais. Tem a vantagem de perma- 
necer “fria” enquanto efetiva- 
mente a ponta não está sendo 
aplicada para uma boa operação 
de solda, graças ao uso de um 
“gatilho” (interruptor momentã- 
neo) e de um sistema eletrico in- 
temo que permite o rápido aque- 
cimento da ponta. Inicialmente, o 
Leitor/Aluno não precisará desse 
nível de sofisticação ferramen- 
tal... No futuro, quem sabe...? Se 
Você for do tipo que “vaza gra- 
na”, tudo bem... Pode comprar 
uma pistola de soldar, do tipo le- 
ve, mas, por enquanto, um bom e 
confiável ferro, ainda é a solução 
mais prática e barata... 


PISTOLA DE SOLDAR 


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INFORMAÇÕES 


OS VALORES (EM OHMS) DOS RESISTORES DISPONÍVEIS NO VA- 
REJO - AS “SÉRIES” DE RESISTORES - COMO É FEITA A NOTAÇÃO: 
. E A LEITURA DOS VALORES DOS RESISTORES - O “CÓDIGO DE 


CORES”. 


O iniciante, ou mesmo o 
“curioso”, ainda sem 
muito conhecimento técnico da 
matéria, já deve ter notado que os 
valores dos resistores que aparecem 
nos projetos, esquemas, LISTA DE 
PEÇAS, etc. (sejam em ABC, em 
APE ou em toda e qualquer publi- 
cação - livro ou revista - do gêne- 
TO...) surgem muitas vezes com 
números “esquisitos”, sem uma ló- 
gica aparente... Ocorre o seguinte: 
em Eletrônica necessitamos (e isso 
“quem” determina são os requisitos 
específicos do circuito onde devam 
ser usados) resistores numa faixa 
enorme e valores ôhmicos, que ; vai 
desde frações de ohm até dezenas 
de milhões de ohms. É assim abso- 
lutamente impossível, a nível práti- 
co industrial, serem produzidos re- 
sistores com todo e qualquer valor 
imaginável. Por tal razão os fabri- 
cantes adotaram, universalmente, 
um sistema de “SERIES”, ou 
“grupos” de valores básicos que, 
na verdade, tem muita lógica, con- 
forme veremos no presente AR- 
QUIVO TÉCNICO. 

Os valores comerciais dentro 
dos quais os resistores são fabri- 
candos, obedecem, então, a tais 
“SERIES”, principalmente em 
função das suas TOLERÂNCIAS 
(“margem de erro” percentual, 
“para baixo” ou “para cima”, entre 
o valor real e o valor nominal, ins- 
crito na peça - VER O “CODIGO 
DE CORES”, mais adiante.. ). 

As três principais SÉRIES de 
resistores comerciais são chamadas 
assim: 








- Série E6 - Tolerância de 20% 
(não tem quarta faixa 
colorida) 

- Série El2 - Tolerância de 10% 
(quarta faixa na cor 


prateada) 

- Série EZ4 - Tolerância de 5% 
(quarta faixa na cor 
dourada) 

É interessante notar que os 
códigos “E6”, “E12” e “'E24” re- 
ferem-se, exatamente, à quantidade 
de valores básicos existentes em 
cada uma das SERIES e a partir 
dos quais (em múltiplos ou sub- 
múltiplos decimais) são referencia- 
dos os valores disponíveis, em 
ohms, frações de ohm, kilo-ohms 
ou megohms... 

Vejamos as grandezas básicas 
de cada SÉRIE, na Tabelinha: 


-10-15-22-33-47-68 


El2-10-12-15-18-22-27 
33-39-47-56-68-82 


EZ4-10-11-12-13-15-16 
18-20-22-24-27-30 
33-36-39-43-47-51 
56-62-68-75-82-91 


O IMPORTANTE é sempre 
lembrar-se que os números mostra- 
dos nas SERIES são básicos, e que 
os valores nominais, na verdade, 
são fornecidos em sub-multiplos ou 
múltiplos (base 10), conforme os 
exemplos a seguir: 


INFORMAÇÕES - ARQUIVO TÉCNICO - 1 


- Na SÉRIE “E6” - (número básico 
15) - valores: 
0,15 ohm - 1,5 
ohms - 15 
ohms - 150 
ohms - 1KS - 
ISK - 150K - 
IMS. 

- Na SÉRIE “E12” - (número bási- 
co 39) - valo- 
res: 0,39 ohm 
- 3,9 ohms - 
39 ohms - 
390 ohms - 
3K9 - 39K - 
390K - 3M9. 

- (número bási- 
co 91) - valo- 
res: 0,91 ohm 
- 9,1 ohms - 
91 ohms - 
910 ohms - 
9K1 - 91K - 
910K - 9M1. 


- Na SÉRIE “E24” 


Os números básicos citados 
na Tabelinha são apenas exemplos. 
A mesma sequência de múltiplos e 
sub-múltiplos (sempre na base 10) 
ocorre com todos os outros núme- 
ros básicos, em todas as três SÉ- 
RIES. 


QUAL O MOTIVO DESSES 
VALORES “MALUCOS”...? 


Apenas aparentemente os va- 
lores das séries comerciais são 
“malucos” ou aleatórios! Na ver- 
dade, existe uma lógica perfeita na 
determinação de tais números bási- 
cos... O fundamental é que (para 
ig práticos) em cada uma das 

SERIES possam ser teoricamente 
encontrados quaisquer valores re- 
sistivos, dentro das TOLERÂN- 
CIAS que caracterizam as ditas 
SÉRIES! Vamos ver alguns exem- 
plos que mostram isso com clareza: . 


- Na SÉRIE “E12” (10% de TO- 
LERÂNCIA), um resistor com 
valor nominal de 100R (outra 
forma de escrever 100 ohms, co- 
mo veremos adiante...) pode, na 
verdade, apresentar um valor real 
desde 90R (menos 10%) até 110R 
(mais 10%). Se observarmos que 
o resistor anterior da dita: SÉRIE, 
que é o de 82R, pode ter um valor 
real de até 90,2R (82R 


10%), e que o resistor se- 
guinte da SÉRIE, que é o de 
120R, pode ter um valor real des- 
de 108R (120 menos 10%), nota- 
remos que ocorre uma nítida so- 
breposição dos valores, com o 
que, forçosamente, podem ser 
abrangidos todos os valores resis- 
tivos possíveis, dentro do dito 
“intervalo”! 

- Idênticas circunstâncias matemá- 
ticas ocorrem nas outras SERIES. 
O Leitor/Aluno pode facilmente 
verificar isso, a partir de alguns 


cálculos simples, nos grupos 
“E6” e “E24”... 

Os modernos componentes 
ativos (transístores, Integrados, 


etc.) são, contudo, não muito críti- 
cos quanto às suas polarizações e 
regimes de tensão e corrente ne- 
cessárias ao seu funcionamento 
(salvo em circuitos especiais, tem- 
porizadores de precisão, filtros sin- 
tonizados, geradores de frequência 
de precisão, etc., itens QUE 
SERÃO ESTUDADOS AQUI EM 
“ABC”, EM FUTURAS LIÇÕES 
ESPECÍFICAS...) com o que 
mesmo o “intervalo” aparentemen- 
te grande entre os valores disponí- 
veis nos resistores de cada SERIE, 
não chega a causar problemas reais 
no funcionamento, ou mesmo na 
determinação matemática, durante o 
projeto, dos circuitos... Assim, se 
determinado cálculo para um resis- 
tor necessário numa aplicação cir- 
cuital pedir, “matematicamente” - 
por exemplo - “37,8 ohms”, pode- 
mos, na esmagadora maioria dos 
casos e situações, usar valores co- 
merciais próximos, como “33 
ohms” (da SERIE E6), ou “39 
ohms” (da SÉRIE el2) OU “36 
ohms” (da SÉRIE E24). 

Quando a aplicação for muito 
específica e rígida em seus parâme- 
tros ou tolerâncias, sempre pode- 
mos recorrer aos resistores de pre- 
cisão (existem com tolerâncias de 
2% ou 1%), porém tais componen- 
tes são inevitavelmente mais caros 
(e mais raros...). 


COMO OS VALORES DOS 


RESISTORES SÃO ESCRITOS 


“ENCURTANDO” A QUANTIDADE 
DE “ZEROS” 
Conforme já foi dito, na prá- 
tica, valores em gama manto exten- 


INFORMAÇÕES - ARQUIVO TÉCNICO - 1 


sa, são utilizados nos resistores 
aplicados aos mais diversos circui- 
to, aparelhos, projetos, etc. É fre- 
quente que resistores com valores 
óhmicos extremamente altos, sejam 
utilizados, caso em que ficam com 
o “nome muito comprido”, tornan- 
do pouco prática a sua grafia, pela 
grande quantidade de ““zeros” exis- 
tente na sua notação... Essa ““pro- 
fusão” de “zeros”, além de com- 
plicar a grafia, ainda traz como in- 
conveniente um aumento na possi- 
bilidade de erros de impressão ou 
interpretação (um “mísero zerinho” 
que faltar ou sobrar, ou a posição 
errônea de um “ponto” ou “vírgu- 
la”? decimal, e o “estrago” está fei- 
to...). 

Por tais razões, convencio- 
nou-se adotar abreviações para a 
unidade a alguns dos seus múlti- 
plos, e até alguns “truques” de no- 
tação, todos destinados a eliminar 
(ou diminuir) os eventuais erros de 
leitura ou interpretação, reduzindo 
também a possiblidade de erros 
gráficos, de impressão, que pode- 
riam invalidar completamente os 
dados de um “esquema” ou dia- 
grama! As abreviações de múltiplos 
mais usadas são: 

- “K” - (quilo) - equivale a multi- 
plicar os algarismos pre- 
cendentes por 1.000 

- “M?” - (mega) - equivale a multi- 

plicar os algarismos pre- 
cendentes por 1.000.000. 


Em alguns exemplos práticos, 
o Leitor/Aluno notará como a “coi- 
sa” pode ser grandemente simplifi- 
cada, graças à essa norma univer- 
salmente adotada: 


sem abreviação com abreviação 


1.000 ohms 1KO 
4.700 ohms 4,7K0 
100.000 ohms 100KQ 
1.000.000 ohms IMO 
1.500.000 ohms 1,5MQ 
O símbolo “Nº refere-se a 


“ohm”, que é a UNIDADE usada 
para medir e “escrever” a RE- 
SISTÊNCIA elétrica. Para simplifi- 
car ainda mais as coisas (“fugin- 
do”, sempre que possível, das tra- 
dicionais notações a partir de letras 
gregas...), modernamente o símbolo 


35 


“4Yº foi substituído, nas publi- 
cações, livros, etc... pela letra “R” 
(de Resistência...) o que facilita 
tanto a escrita quanto a interpre- 
tação. 

E tem mais simplificação ain- 
da! Como “pontos” ou “vírgulas” 
decimais (devido ao seu minúsculo 
tamanho...) podem, às vêzes “fa- 
lhar”” numa impressão, ou até serem 
“esquecidos” por quem manuscre- 
ve, convencionou-se utilizar ou 
a própria letra/símbolo “R”, ou as 
abreviaturas “K” ou “M” no lugar 
da vírgula ou ponto decimais! Com 
tal sistema, a moderna notação fi- 
cou extremamente simples (e, na 
nossa opinião, mais clara...) do que 
a usada “no tempo da válvula”. 
Vamos a alguns exemplos práticos, 
que o Leitor/Aluno DEVE EN- 
TENDER, já que as notações ado- 
tadas aqui em ABC obedecerão 
sempre a tal sistema: 


notação notação 
tradicional moderma 
0,330 R33 
1Q IR 
2,4 2R4 
1000 100R 
1KOQ 1IK 
1,5KQ 1KS 
4,7KQ 4K7 
68K0Q 68K 
IMQ IM 
2,2MQ 2M2 
8,2MQ 8M2 
10MQ 10M 


Com um pouquinho de prática 
e atenção, não será difícil ao Lei- 
tor/Aluno “ler” e entender os valo- 
res, a partir da simplificada no- 
tação moderna. 

Outra coisa: atualmente, não 
só se escreve os valores dos resis- 
tores da forma indicado, como 
também - na prática - se diz os va- 
lores dessa maneira! É frequente 
que, numa loja, balconistas e fre- 
gueses se entendam nesses termos: 
- (freguês) - “Quero um resistor de 

quarenta e sete ká e 
um de dois mega...” 

- (balconista) - “O de quarenta e 
sete ká nós temos, 
mas o de dois ême 
dois não... Pode le- 
var um de dois me- 
ga, no lugar, que o 
valor é próximo...” 





INFORMAÇÕES - ARQUIVO TÉCNICO - 1 


NOS “GRANDÕES”. O VALOR. 
A WATTAGEM (E ATE À 
TOLERANCIA COSTUMAM VIR 
ESCRITOS SOBRE A 
PEÇA... 


=) 


TR 


COMECE A LEITURA PELA COR 
QUE ESTA MAIS PRÓXIMA DE 
UMA DAS EXTREMIDADES... 


- TRADUZINDO - O freguês que- 
ria um resistor de 47.000 ohms e 
outro de 2.200.000 ohms e o bal- 
conista retrucou que o de 47.000 
chms estava disponível, mas o de 
2.200.000 não, oferecendo, no 
lugar deste último, um de 
2.000.000 ohms... 


Não vamos aqui entrar no mé- 
rito do que é certo ou errado (que- 
remos a maior distância possível de 
qualquer ““academicismo” que, na 
nossa opinião, só faz afastar ou as- 
sustar o iniciante em Eletrônica...). 
O fato é que assim se escreve, e as- 
se fala! No jargão técnico, as- 
sim como na própria estrutura de 
qualquer língua, o que vale mesmo, 
para efeito de comunicação, é o 
modo como o povo fala e não aque- 
le jeitão formal e acadêmico que 
pode pegar bem nos alfarrábios, 
mas não no dia-a-dia... 


O “CÓDIGO DE CORES” 


Obviamente que, para com- 


prar, vender e usar resistores, tais. 


componentes têm que ter seus valo- 
res marcados, de alguma forma, so- 





bre a própria peça, caso contrário a 
confusão seria enorme... Conforme 
já foi visto na parte de TEORIA do 
presente Exemplar/Lição de ABC, 
os resistores de elevada dissipação 
(alta waitagem...) apresentam-se, 
inevitavelmente, em “corpos” 
grandes, sendo relativamente fácil 


aos fabricantes, imprimir o valor (e - 


eventualmente também a TO- 
LERANCIA e a WATTAGEM...) 
sobre a própria peça, usando letras 
e algarismos em qualquer das no- 
tações convencionalmente aceitas... 

Ocorre que, nos resistores de 
baixa dissipação (normalmente 1 
watts ou menos..), O corpo da peça 
é uma ““titiquinha de nada”, real- 
mente muito pequeno (um moderno 
resistor de 1/8 de watt tem a meta- 
de do tamanho de um grão de ar- 
roz...!). A impressão direta do va- 
lor, torna-se, então, impossível... 
Além disso, sua leitura, em caracte- 
res ultra-minúsculos, também seria 
impraticável (só mesmo o Super- 
Homem, o Robocop ou esses heróis 
esquisitos dos filmes japoneses te- 
riam a necessária acuidade visual 
para interpretar as inscrições quase 
que “'moleculares”...). 


Tem ainda um outro proble- 
ma: o próprio manuseio da peça (se 
a inscrição for muito pequenina...) 
pode, com o tempo, com o atrito, 
com o transporte, simplesmente ““a- 
pagar” a inscrição do valor, atrapa- 
lhando a vida do estudante, técnico 
ou engenheiro que precisa saber 
“de quantos ohms é” determinado 
resistor, antes de ligá-lo a um cir- 


| cuito ou experiência... 


Assim, convencionou-se “es- 
crever” os valores (e outros dados, 
eventualmente...) no corpo das pe- 
ças, através de um código de faixas 
ou anéis coloridos, no qual cada 
cor representa um determinado al- 
garismo ou número e, dependendo 
da sua posição, apresenta um signi- 
ficado específico. 


- FIG. 1 - Resistores “grandes”. 
Valor, dissipação (e outros parâ- 
metros) inscritos (com letras e nú- 
meros) sobre o corpo do compo- 
nente. 

- FIG. 2 - Nos resistores pequenos, 
o valor e a tolerância são indica- 
dos pelas faixas coloridas (ver a 
interpretação do código...). 

A fig. 2 mostra (bem “am- 
pliadão”, para facilitar as coisas...) 
o corpo de um resistor, cóm o seu 
códigos (pena que ABC não seja a 
cores...) gravado em faixas ou 
anéis, que devem ser lidos ou in- 
terpretados sempre a partir da cor. 
mais próxima a uma das extremida- 
des do componente. A “leitura” 
deve ser feita da seguinte maneira: 


- 1º faixa colorida - Indica o pri- 
meiro algarismo significativo. 

- 2º faixa colorida - Indica o se- 
gundo algarismo significativo. 

- 3º faixa colorida - Funciona como 
“multiplicador”, ou seja: indica o 
número de zeros que devem ser 
acrescentados aos dois primeiros 
algarismos significativos. 

- 4º faixa colorida - Codifica a 
TOLERÂNCIA do resistor (va- 
riação percentual entre seu valor 
real e o valor nominal indicado 
pelo código colorido preceden- 
te...). 


A Tabela a seguir mostra o 
SIGNIFICADO NUMERICO das 
cores (que também é utilizado em 
outras “leituras” e indicações de 
valor, em Eletrônica, conforme ve- 
remos nas próximas Lições...). 


37 
INFORMAÇÕES - ARQUIVO TÉCNICO - 1 





















ja notação “no corpo” também é 
feita com o auxílio do mesmo 
CÓDIGO...). 





à 3 CÓDIGO DE CORES 



























1º e 2º anéis 3º anel 4º anel 
(algarismos (multiplicador Tolerância Lembrar (ver TABELA) que, 
significativos) ou “ni de se na 3º faixa aparecerem as cores 
zeros”) dourado ou prateado, elas signifi- 


cam respectivamente que o número 
Já formado pelos dois primeiros al- 
garismos (duas primeiras faixas co- 
loridas...) deverá ser multiplicado 
por 0,1 ou multiplicado por 0,01 
(matematicamente “dá na mesma”, 
Você, respectivamente dividir por 
10 ou dividir por 100...) Um 
exemplo prático de leitura de valor 
com essa “circunstância”, está na 
próxima figura: 
























1 DONA BUWUNmO 


- FIG. 4 - Conforme o próprio 
bonequinho do RESISTOR está 
declarando, trata-se de um com- 
ponente com o valor de R15 (ou 
0,15 ohms), já que o número 





multiplicar por 0,1 
multiplicar por 0,01 















(SEM COR) 





Para praticar, nada como É muito mais fácil do que formado pelos dois primeiros 
“ler” os valores de alguns resisto- pode parecer à primeira im- alagarismos, que é 15 (marrom 
res/exemplos... O CABECINHA é pressão... O único requisito real é verde) deve ser “multiplicado 
o bonequinho do RESISTOR vão “decorar” o CÓDIGO DE CO- por 0,01” (ja que a terceira cor 
ajudá-los (se aparecer o QUEI- RES (“significado”” numérico de é prateada...), com tolerância de 
MADINHO, é só dar um peteleco cada cor...). Acreditem que isso é 5% (quarta cor = dourada...) 
nele, que costuma surgir só para só uma questão de tempo: logo, 
pentelhar...). logo, todos “deitarão e rolarão” Na lojas, no varejo “normal” 

na leitura doa valores dos resisto- de Eletrônica, o Leitor/Aluno difi- 
- FIG. 3-A - Trata-se de um resistor res (e de outros componentes, cu- cilmente encontrará, mas pode ser 













de 1K, com tolerância 
de 5%, como diz o 
CABECINHA... Ve- 


jamos: 




















ESTE É DE 1K-5% ... 


1º - marrom = 1 

º-preto =0 
3º - vermelho (acrescentar o 
- dourado = 59% 


MARROM Naa 
PRETO VERMELHO 





- FIG. 3B - Conforme está indi- 
cando o “próprio”, trata-se de um 
resistor de 47K - 10%... Vamos 
conferir...?: 


AQUI SOU EU... 
47K - 10%... 


PRATEADO 
VIOLETA LARANJA 


AN 


- amarelo = 4 

º - violeta = 7 
- laranja (acrescentar 000”) 

- prateado = 10% 





- FIG. 3€ - O QUEIMADINHO 
quer atrapalhar Vocês, mas todo 
mundo já descobriu, facilmente, 
que trata-se de um resistor de 
3M3 - 20%... Vamos ver: 










APOSTO QUE VOCÊS 

NÃO CONSEGUEM 
LER ESTE... 
LARANJA (SEM COR) 


LARANJA VERDE 





AN 






- laranja = 3 
- laranja = 3 
º - verde (acrescentar “'00000”) 


38 































PEÇA HOJE MESMO O SEU “PACOTE/AULA” nº 1 











que, em alguma “'sucata de luxo” 
por aí, surja um resistor com cinco 
faixas coloridas (no lugar das 4, 
mais comuns...). “Sem grilos”: tra- 
ta-se de um componente de “valor 
detalhado”, fazendo parte da SE- 
RIE especial, quando valores es- 


pecíficos em “*minuciosos” se tor- 
nam necessários. No caso, as 3 
primeiras cores significarão alga- 
rismos, a 42 cor mostra o “número 
de zeros” ou multiplicador, 
ennquanto que a 5º cor determina a 
tolerância, exatamente como mostra 
a TABELA de cores já dada... 


NUMA INICIATIVA EXCLUSIVA E 


PACOTE/AULA Nº1 


INFORMAÇÕES - ARQUIVO TÉCNICO - 1 


18 MARROM (1) 


e RB VERDE 


(8) 


TÁ NA CARA! NO EXEMPLO EU 


SOU DE R15 (0,151) 5% 


32 PRATEADO (MULTIPLIC.POR 0,01) 


42 DOURADO (50) 


CONJUNTA, “ABC DA ELETRÔNI- 


CA” E “EMARK”, O LEITOR/ALUNO PODE, DESDE O INÍCIO DO SEU 
“CURSO-REVISTA”, ADQUIRIR CONFORTAVELMENTE OS CONJUN- 
TOS COMPLETOS DE COMPONENTES E IMPLEMENTOS NECESSÁ- 
RIOS AO APRENDIZADO TEÓRICO E PRÁTICO! 


- “PACOTE/AULA” nº 1 
(COMPONENTES & PEÇAS) 


e 2 - Transítores BC548 

e 2 - LEDs vermelhos (redondo 
5 mm) 

e 1 - LED verde (redondo 5 mm) 

e 1 - Diodo 1N4004 


e1-Resistor 33Rx 1/4 watt 
e 1 - Resistor 100R x 1/4 watt 
e 1 - Resistor 470R x 1/4 watt 
e 1 - Resistor 1K x 1/4 watt 

e 1 - Resistor 2K2 x 1/4 watt 
e 1 - Resistor 4K7 x 1/4 watt 
e 1 - Resistor 10K x 1/4 watt 
e 1 - Resistor 22K x 1/4 watt 


e 1 - Resistor 22K x 2 watts 
e 2 - Resistores 47K x 1/4 watt 


e 2 - Capacitores (eletrolíticos) 
47Jux 16V 


e 1 - Suporte p/ 2 pilhas peque- 
nas 

e i - Suporte p/ 4 pilhas peque- 
nas 


)] Nome: 
E Endereço... 


q ce: Cidade: 


nano mun 


e 1 - Potenciômetro 10K (rotati- 
vo ou deslizante) 


e2 - Barras “Sindal” (12 seg- 
mentos cada) 

e -50cm. de fio (cabinho iso- 
lado nº 22) 


e OBSERVAÇÃO IMPOR- 
TANTE: Os “PACO- 
TES/AULA” NÃO incluem os 
itens relacionados nos itens 
“DIVERSOS/OPCIONAIS” 
das LISTAS DE PEÇAS de 
“ABC DA ELETRÔNICA”. 
Semicondutores podem ser en- 
viados com codifcações equi- 
valentes. Resistores podem ser 
enviados para “'wattagem” 
maior do que a indicada. Ca- 
pacitores podem ser enviados 
para tensões maiores do que as 
indicadas. 





PREÇO VÁLIDO ATÉ 20.03.91 
CNE. ria 
BC-1 


Estado... 









CADA 
FERE-SE À TODAS AS MON- 
TAGENS, SEJAM EXPERIMEN- 
TAL, COMPROBATÓRIAS OU 


“PACOTE/AULA” RE- 


PRÁTICAS (DEFINITIVAS) 
MOSTRADAS NA REVISTA 
“ABC” DO MESMO NÚMERO 
(CABC” Nº 1 - “PACOTE-AU- 
LA” Nº 1, e assim por diante...). 
As eventuais ““redundâncias” ou 
“duplicidades”” são previamente 
enxugadas, para reduzir ao mínimo 
o custo final do “PACOTE”, dessa 
forma proporcionando a TODOS 
seguir o nosso ““Curso-Revista”, 
sem com isso “queimar o bolso”... 


Preencha com ATENÇÃO o CU- 
POM/PEDIDO,  endereçando-o 
OBRIGATORIAMENTE A: 


CAIXA POSTAL nº 59112 
CEP 02099 - SÃO PAULO - SP 


Envie junto (ou em envelope à par- 
te, no caso de VALE POSTAL...), 
um CHEQUE NOMINAL, ou VA- 
LE POSTAL, no valor do pedido 
(incluindo eventuais despesas de 
embalagem/postagem, conforme re- 
lacionado no CUPOM), em qual- 
quer dos casos, NOMINAL à: 


EMARK ELETRÔNICA 
COMERCIAL LTDA. 


- (CHEQUE) - Nominal à EMARK 
e pagável na praça de São Paulo - 
SP 

- (VALE POSTAL) - Tendo como 

Destinatário a EMARK, e pagável 

na “Agência Central - SP” 









RAMENTE TEÓRICO! 


ALÉM DAS EXPERIÊNCIAS COMPROBATÓRIAS, SEMPRE PRESEN- 
TES EM “APOIO” ÀS LIÇÕES TEÓRICAS, EM TODA “ABC DA ELE- 
TRÔNICA” O LEITOR/ALUNO ENCONTRARÁ TAMBÉM UMA PARTE 
PRÁTICA, NA FORMA DE MONTAGENS “USÁVEIS” (SEJA COMO 
SIMPLES BRINQUEDOS OU ENTRETENIMENTO, SEJA EM APLI 
CAÇÕES ÚTEIS E FUNCIONAIS ..) A IDÉIA É “EXCITAR” O GOSTO 
DO LEITOR/ALUNO TAMBÉM PELA “MÃO DE OBRA” DA ELETRÔNI- 
CA, TÃO (OU MAIS...) IMPORTANTE DO QUE O CONHECIMENTO PU- 






Adeptos que somos (incondi- 
cionais...) do axioma ““APREN- 





desde um nível puramente hobbísti- 
co, quanto como base real para um 





nal ou técnico, as montagens que 





CA mostrarão que Eletrônica é algo 
também “gostoso de transar”! A 
partir de pequenas montagens ( cu- 
jo nível de complexidade e intro- 
dução de novas técnicas, crescerá 
com o evoluir do próprio “Curso” 
de ABC...), brinquedos, curiosida- 
des, “truques” e aparelhos de uso 
prático, o Leitor/Aluno irá, acs 
poucos, tomando confiança e cada 
vez mais “acreditando” na sua 
própria capacidade realizadora (ên- 
fase que, na nossa opinião, falta em 
praticamente TODOS os Cursos 
Regulares ou convencionais de Ele- 
trônica...). 

Devido a esse sistema, muitas 
vezes ocorrerá do “carro estar à 
frente dos bois”, ou seja: podem 
aparecer componentes, circuitos, 
conceitos e aspectos cuja parte teó- 
rica ainda não foi abordada Nesses 
casos, será dada uma breve expli- 
cação, para que o Leitor/Aluno não 
fique “no ar”. No futuro, em opor- 
tuna e específica Lição, o Leitor/A- 
luno terá dados mais completos so- 
bre tais comporentes, circuitos ou 
conceitos. 

Temos uma velha tese (que 
até agora não foi refutada por nin- 

















DER FAZENDO”, achamos que, 


futuro desenvolvimento profissio-: 


aparecerão aqui na Seção PRÁTI-. 







guém em bases sólidas...) que é a 
da comparação com o jovem que 
entra em Conservatório Musical 
(tradicional...) “louquinho” para 
aprender a tocar violão e (o que 
pode até “'matar”” um talento preco- 
ce, nascente...) após um breve tem- 
po, desiludido e desanimado ao ve- 
rificar que o aprendizado do ins- 
trumento exige meses e meses de 
pura teoria, simplesmente desiste, 
abandonando o que poderia ser o 
início de promissora carreira! 

Aqui em ABC não tem nada 


disso! No nosso “Conservatório” ” 


Vocês aprenderão, SIM, a tocar vá- 
rias músicas, antes mesmo de 


aprenderem a “ler a partitura”! 


Dessa maneira, quando a teoria 
“chegar”, será recebida com facili- 
dade e naturalidade (e não como 
uma “chatice”...) tomando o 


aprendizado muito mais efetivo 
e sólido... 































Piloto para 
Interruptor 
de Parede. 


A “COISA” - Trata-se de um 
dispositivo simples, porém útil, e 
de aplicação prática imediata: 
uma “luzinha” (LED) é, através 
do circuito muito simples, acopla- 
da a um interruptor normal, “de 
parede”, daqueles que aí na 






- casa controla o acendimento da 


lâmpada da sala, quarto, cozinha, 
etc. Não só a montagem, como 
também a instalação, apresentam 
grande singeleza, estando ao al- 
cance mesmo do mais tenro ini- 

















PRÁTICA 1 - PILOTO PARA INTERRUPTOR DE PAREDE 


ESQUEMA 


(A) 


INTERRUPTOR 


e2Kn -2w 


VERMELHO 
Cad VERMELHO 
LARANJA 


eeKa 


2w 
LED 
DA a 
PAREDE x 
! 
] 


IN4004 - 


QQUER COR 


RESISTOR 


ciante (é só seguir com o máximo 
de atenção às instruções e figuras 
aqui mostradas...). O “'comporta- 
mento da coisa” é também sim- 
ples, objetivo e útil: 


A “luzinha” (LED) permanece 
acesa (de dia mal dá para notar, 
mas à noite a indicação é extre- 
mamente nítida...) sempre que a 
lâmpada do local (controlada 
normalmente pelo interruptor que 
sofre a adapatação...) estiver apa- 
gada! Com isso temos duas utili- 
dades para o dispositivo: facilita 
enormemente às pessoas “encon- 
trarem” o interruptor no escuro e, 
ao mesmo tempo, monitora o es- 
tado da lâmpada! É isso mesmo: 
Estando o interruptor desligado 


(lâmpada controlada obviamente 
apagada...), o LEDzinho tem que 
se manifestar aceso... Se isso não 
ocorrer é sinal de que a dita lâm- 
pada está ““queimada”” (um aviso 
muito útil, já que normalmente a 
gente só “percebe” que uma lâm- 
pada está “queimada *”* à noite, 
quando mais precisa dela - e todas 
as lojas e supermercados já estão 
fechados...). 


“- FIG. 1 - O esquema e os compo- 


nentes. Conforme o Leitor/Aluno 
já foi ensinado, um “esquema” 
nada mais é do que uma espécie 
de “mapa” de um circuito, com 
todos os seus componentes e li- 
gações representados de forma 
simbólica (muito fácil de enten- 
der...). 


- 1-A - Diagrama (esquema) do 
circuito, que consta apenas de um 
resistor, um diodo e um LED, ba- 
sicamente interligados em SÉRIE 
(em “fila”). O diagrama já mosta 
o dispositivo ligado ao interruptor 
da parede (aquele símbolo em 
forma de setinha, “inclinada” en- 
tre dois pontos de contato (boli- 
nhas), o que significa que o dia-. 
grama inclui a própria instalação 
do dispositivo (detalhes mais 
adiante...). 

- 1-B - Componentes do circuito, 
vistos em aparência, símbolo e 
identificação de terminais. O Lei- 
tor/Aluno (principalmente se for 
um absoluto “pagão” em Eletrô- 
nica...) deve comparar cuidado- 
samente as “caras” das peças, 
seus símbolos, e a forma como 
estão representadas no esquema. 
A interpretação de diagramas é 
uma coisa que só se aprende pra- 
ticando, observando e comparan- 
do. Notar as codificações dos 
terminais “A” (anodo) e “K” (ca- 
todo) no LED e no diodo, bem 
como a colocação do código de 
cores (indicativo do valor ôhmico 


e, eventualmente, também da to- 
lerância...) no resistor. Quanto a 
este último, observar que a codi- 
ficação não inclui indicação quan- 
to à “wattagem”. Em alguns ca- 
sos (devido ao fato da “'watta- 
gem'”não ser muito modesta...), 
esse componente pode ser obtido 
com seu valor, tolerância e ““wat- 
tagem” escritos diretamente sobre 
o corpo da peça, circunstância 
que - certamente - facilitará as 
“leituras”. De qualquer modo, 
avisamos aos Leitores/Alunos que 
essa “moleza” de dar as cores e 
outras “facilidades” apenas per- 
sistirá nos primeiros Exempla- 
res/Lição da ABC! Vocês têm 
que decorar rapidinho (não é difí- 
cil...) as interpretações, pois à 
medida em que as “Aulas” forem 
avançando, por razões óbvias de 
compactação e rítmo do **Curso”, 
tais informações básicas e primá- 
- FIG. 2 - Chapeado da montagem 
(vista real dos componentes e 
suas interligações). MUITA 
atenção nessa fase da construção 
do PILOTO PARA INTERRUP- 
TOR DE PAREDE! O sistema é 
“totalmente sem solda” (por en- 





PRÁTICA 1 - PILOTO PARA INTERRUPTOR DE PAREDE 


quanto...) que, numa montagem 
simples como essa, pode ser usa- 
do mesmo num dispositivo “defi- 
nitivo”. Observar BEM a posição 
do diodo e do LED (se os termi- 
nais desses componentes forem 
ligados invertidos, o circuito não 
funcionará, e o próprio compo- 
nente poderá ser imediatamente 
inutilizado...). ATENÇÃO 
também às isolações: embora na 
figura - por razões de visuali- 


zação - os terminais de compo-- 


nentes sejam mostrados longos, é 
melhor que eles fiquem tão curtos 
quanto possível, evitando assim 
que partes metálicas eventualmen- 
te venham a se tocar indevida- 
mente. As conexões “I-P? desti- 
nam-se à instalação final do dis- 
positivo, e devem ser feitas com 
pedaços de fio isolado, obrigato- 
riamente. 


LISTA DE PEÇAS 
1º MONTAGEM PRÁTICA 


e 1 - LED (Diodo Emissor de 
Luz) vermelho, 5mm, redondo 

o1 - Diodo 1n4004 (400V x 
IA) 

e|1 - Resistor de 22K x 2W 
(vermelho-vermelho-laranja) 

e 1 - Pedaço de barra “Sindal” 
com 4 segmentos (pode ser 
cortado de uma barra inteira, 
que tem 12 segmento). 

e - Cerca de 20 cm. de fio (ca- 
bo) isolado, qualquer calibre. 


DIVERSOS/OPCIONAIS 


e - Fita isolante comum 
6 - Parafusos/porcas para even- 
tuais fixações 

e - Cola de epoxy (''Araldite”) 
ou cianoacrilato ('“Superbon- 
der”) para fixações 

e - Os demais componentes 
“Já existem” na instalação elé- 
trica normal do local (interrup- 
tor, “espelho”, etc.) 


- SOBRE A “LISTA DE PEÇAS” 
- Em Eletrônica, os componentes 
relacionados nas Listas devem ser 
respeitados quanto às suas codifi- 
cações e outros parâmetros ou li- 
mites. Entretanto, o bom senso, as 
“manhas” do dia-a-dia, determi- 
nam uma série de possibilidade 
“alternativas”, equivalências, etc. 
Por exemplo: no lugar do LED, 
um componente de outra cor ou 
tamanho (e mesmo formato...) po- 
de ser utilizado; no lugar do dio- 
do 1/N4004, qualquer outro, capaz 
de trabalhar sob tensão mínima de 
400V e corrente mínima de 1A, 
também pode ser utilizado; quanto 
ao resistor, se não for encontrado 
o componente para 2W, um para 
“wattagem” superior (5W, 10W, 
etc.) pode substituir o original- 
mente indicado. No decorrer das 
“ Aulas” de ABC daremos impor- 
tantes “dicas”” sobre essa possibi- 
lidade de equivalências e alterna- 
tivas quanto às peças de um cir- 
cuito. Fiquem atentos... 

FIG. 3 - A Instalação. IMPOR- 
TANTE: o dispositivo será ligado 
à própria rede C.A. (Corrente Al- 
ternada) domiciliar de 110 ou 220 
volts. Lidar com a fiação elétrica 
de uma casa EXIGE alguns cui- 
dados básicos e elementares (mas 
que muita gente “esquece”, ter- 
mihando por machucar-se seria- 
mente, ou até - em casos mais 
drásticos - por “bater com as 
dez...”)!: DESLIGAR A “FOR- 


ATENÇÃO AQUI, 
TURMA... 


ÇA”, lá na “chave geral” (junto 
ao chamado “'relógio da luz” é 
OBRIGATÓRIO! A “chave ge- 
ral” apenas pode ser religada de- 
pois da instalação ter sido com- 
pletada e muito bem conferida 
quanto à qualidade das isolações, 
ausência de “curtos” etc. CUI- 
DADO e “canja de galinha” não 
fazem mal a ninguém... Estamos 
ainda na nossa primeira “Aula” e 
se alguém tomar um “tranco”, lo- 
go “de cara”, poderá ficar com a 
péssima impressão inicial de que 
“eletricidade e eletrônica são coi- 
sas perigosas, com a qual não é 
bom mexer...”. Acidentes, nesse 
ramo, NÃO SÃO OBRA DO 
ACASO... São sempre resultantes 
de desatenção, falta de obser- 
vação de normas de segurança, 
etc. Voltando à instalação, obser- 
var que os fios “I-P” do circuito 
devem ser ligados aos próprios 
terminais do interruptor que ori- 
ginalmente controlava a lâmpada 
a ser ''monitorada”. Essa ligação 
é muito fácil de ser feita, pois os 
interruptores de instalações 
domésticas apresentam terminais 
dotados de parafusos, que simpli- 
ficam muito as coisas. NOTAR 
que os fios que originalmente es- 
tavam ligados ao interruptor (indo 
para os “'conduítes”...) DEVEM 
FICAR LÁ, RIGORSAMENTE 
COMO ESTÃO... Para se obter o 
acesso ao interruptor, inevitavel- 
mente o Leitor/Aluno terá que 


41 





a PRÁTICA 1 - PILOTO PARA INTERRUPTOR DE PAREDE 


INTERRUPTOR NORMAL 


DA LÂMPADA ... SE NÃO TOMAR 


CUIDADO, TOMA 


UM “BAITA CHOQUE"... 


AO 
CIRCUITO 


AO FAZER ESTAS 
LIGAÇÕES, 
DESLIGUE A 
"FORÇA" NA 
CHAVE GERAL 


remover o “espelho” (tampa plás- 
tica extema da caixa do interrup- 
tor). Deverá então aproveitar essa 
remoção para fazer um furinho no 
painel frontal desse “espelho” 
(3-B), fixando em tal furo o LED 
da montagem. Um pouquinho de 
cola de epoxy ou de cianoacrilato 
dará a conta da fixação, já que o 
conjunto da montagem é relativa- 
mente leve. Quem quiser uma fi- 
xação mais sólida, poderá facil- 
mente prender a barra “Sindal” 
que serve de base mecânica e elé- 
trica ao circuito, ao próprio “espe- 
lho”, via parafuso e porca (tama- 
nho 3/32” dá certinho...) É 
também IMPORTANTE que ne- 
nhuma parte metálica do circuito 
(terminais de componentes, pon- 
tas de fios, “miolos” metálicos 
dos segmentos da barra, etc.) to- 
que em outros pontos metálicos 
da instalação elétrica já existente. 
Para segurança máxima, “embru- 
lhe” todo o pequeno circuito com 
fita isolante, ao embutí-lo na cai- 
xa do interruptor. 

- FUNCIONAMENTO - Terminada 
a instalação, re-colocado o “espe- 
lho” e o interruptor nos seus lu- 


gares, tome a ligar a “chave ge- 
ral” (lá no * relógio da luz”...) e 
confira o comportamento do cir- 
cuito: com o interruptor desligado 
(lâmpada controlada apagada), o 
LED deve iluminar-se (de dia a 
luz parece fraquinha...). Ligan- 
do-se o interruptor (lâmpada con- 
trolada acesa, portanto...) o LED 
piloto deve apagar. À noite, o 
efeito de brilho e localização pro- 
porcionado pelo LED é, certa- 
mente, muito mais efetivo. Se a. 
“coisa” não funcionar, DESLI- 
GUE novamente a “chave geral”, 
desmonte o conjunto interrup- 
tor/“espelho” e re-verifique tudo 
(perfeição dos contatos e interli- 
gações, posições do LED e diodo, 
valor do resistor, etc.). O defeito 
e a sua correção serão, com certe- 
za, óbvios... 


O CIRCUITO 
(ANTECIPAÇÃO TEÓRICA) 


FIG. 4 - Quando o Leitor/Aluno 
(em futuros “'Exemplares/Lição” 
específicos...) aprender mais pro- 
fundamente sobre o funcionamen- 
to dos diodos LEDs, bem como 


º9 6 9] valTORRAR" 


SPELHO” 


sobre a CORRENTE ALTER- 
NADA e CORRENTE CONTÍ- 
NUA, terá uma visão também 
mais perfeita e completa sobre o 
funcionamento da PILOTO PA- 
RA INTERRUPTOR DE PARE- 
DE... Por enquanto, “antecipa- 
mos” o seguinte: o pequeno cir- 
cuito dessa montagem prática, 
quando instalado (fig. 4) está dis- 
posto em SÉRIE com a lâmpada 
controlada (observar o símbolo 
utilizado no diagrama, para uma 
lâmpada incandescente comum...) 
e com a fonte de energia (Corren- 
te Altemada domiciliar, 110 ou 


" 220V). Como a tensão nominal é 


alta (forçando a passagem de cor- 
rente também alta, como diz a Lei 
de Ohm), somos obrigados a usar, 
logo “de cara”, um resistor/limi- 
tador, que proporciona o conve- 
niente ““abaixamento”” da corren- 
te, a níveis suportáveis pelos de- 
mais componentes. Outra coisa: 
como já vimos brevemente, numa 
das experiências, lá no início da 
presente “Aula”, o LED só acen- 
de se percorrido por corrente no 
sentido direito. Como a corrente 
alternada domiciliar “inverte” seu 





PRÁTICA 1 - PILOTO PARA INTERRUPTOR DE PAREDE 


EU LIMITO 
A CORRENTE... 


sentido 60 vezes por segundo, 
temos que usar, no caminho, um 
- diodo, cuja principal função é jus- 






Poe 
I Us ] 
] s , 
1 ax 1 
Il ] 
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) Q ) 
Colas 3 


pró] 
3 
E 
E 
á 
É 


CAIXA POSTAL NS SótiZ = CEP 02096" SÃO PAULO SP —, 


PROF. BEDA MARQUES 













APENAS atendemos mediante PAGA- 
MENTO ANTECIPADO, feito através de 


EU RETIFICO A 
CORRENTE... 


ITU CG. PULSADA 


tamente retificar essa corrente, 
permitindo a passagem apenas nos 
momentos em que ela está “'no 


apepio 
* :05342pu3 
9JUD]IUHY 








ambos os casos, O pagamento deve ser 
NOMINAL à EMARK ELETRÔNICA 


TRAL-SP) ou CHEQUE NOMINAL. Em 
COMERCIAL LTDA. 


VALE POSTAL (para AGENCIA CEN- 











sentido certo”! Obtemos assim. o 
que chamamos de Corrente 
Contínua Pulsada (tem a polari- 
dade constante, porem se manifes 
ta em “soquinhos” ou pulsos....). 
Com essas duas providências, já 
podemos entregar “sem medo”, a 
energia ao LED que, então, acen- 
de! Se o interruptor estiver liga- 
do, este apresentará uma resistên- 
cia muito próxima de “zero”, com 
o que (ainda pela velha e onipre- 
sente Lei de Ohm...) sobre os 
pontos “T-[”” haverá uma “volta- 
gem” (TENSÃO) também próxi- 
ma de “'zero””, incapaz de forçar 
corrente sobre o nosso mini-cir- 
cuito, com o que o LED...não 
acende! Vão analisando e pen- 
sando sobre o assunto, tirando 
suas conclusões, para compará-las 
com a parte teórica, assim que es- 
ta for veiculada, em futura “Au- 


>> 


la”... 








ÃO: CHEQUES ou VALES POSTAIS, SEMPRE NOMINAIS À 
ÔNICA COMERCIAL LTDA. (CONFIRA seu VALE 


E) 
ão, 
a) 
” 
Q| 
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Es 
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> 
e) 


ATENÇ 
EMARK ELETR 





PRÁTICA 2 


(2º MONTAGEM PRÁTICA) 


Pisca-pisca 
Alternado 


Bicolor 





-- A “COISA” - Simples, pequeno e 
interessante efeito visual, baseado 
em 2 LEDs (pequenos Diodos 
Emissores de Luz, que funcionam 
como ““lampadinhas” coloridas...), 
um vermelho e um verde. Um cir- 
cuito eletrônico ativo, que trabalha 
a partir de apenas 2 transístores, 
alimentado por 3 volts (2 pilhas 
pequenas) aciona automaticamente 
os dois LEDs; em pisca-pisca alter- 
nado (um acende, outro apaga, e 
vice-versa, indefinidamente...) à 
razão aproximada de 2Hz (“dois 
hertz”, ou seja, dois ciclos comple- 
tos por segundo), numa manifes- 
tação dinâmica e que “prende” a 
atenção de quem olha o efeito! Po- 
derá facilmente ser acoplado ou 
adaptado a brinquedos, sinalizado- 
res ou gadgets diversos (serão da- 
das sugestões ao final...) Como 
“ficou combinado” (para essas 
primeiras “Aulas” da ABC...) a 
montagem pode ser realizada total- 
mente sem solda, adequando a rea- 
lização às “habilidades” do ini- 
ciante (nada impede, contudo, que 
no futuro o Leitor/Aluno refaça a 
montagem, com ligações solda- 
das...). Enfim: o PISCA-PISCA 
ALTERNADO BICOLOR foi de- 
senvolvido especialmente para o 
““começante”” em Eletrônica, para 
que o Leitor/Aluno “perca o me- 
do” de. realizar montagens (inevita- 
velmente, com o tempo, cada vez 
mais complexas...), tome confiança 
e desenvolva o justo orgulho de 
“fazer a coisa funcionar” por suas 
próprias mãos! Um ““tiquinho” de 
atenção e cuidado, observação ri- 
gorosa dos conselhos contidos nos 
textos e indicações das figuras, é 
tudo o que o Leitor/Aluno precisa 
para chegar... ao sucesso! 


- FIG. 1 - Esquema do circuito do 
PISCA-PISCA ALTERNADO 
BICOLOR. Os componentes são 
poucos, porém a montagem já se 
mostra um pouquinho mais com- 
plexa do que a anteriormente 
mostrada. O Leitor/Aluno deve, 
desde esse seu início de aprendi- 
zado, procurar entender e familia- 
rizar-se com a “deitura” e inter- 
pretação dos esquemas e diagra- 
mas. Para tanto, deverá observar 
sempre com atenção (procurando 
também decorar...) a simbologia 
adotada para representar os com- 
ponentes e interligações. Compa- 
rar a aparência e o símbolo de ca- 
da componente, bem como rela- 
cionar visualmente o esquema 
com o chapeado, é o melhor e 
mais eficiente exercício para essa 
assimilação e memorização... 

FIG. 2 - Componentes do circui- 
to, mostrados em aparência e sím- 
bolo. Aqui o Leitor/Aluno já se 
depara tom novos componentes: o 


Special 
Hyper 


UM ISH1Sy 
TIPO AN RG; 


O) 


transístor e o capacitor (eletrolíti- 
co, no caso...). Esses novos com- 
ponentes, necessários à montagem 
do dispositivo, serão abordados 
com profundidade teórica e práti- 
ca, em futuras Lições específi- 
cas... Por enquanto, basta conhe- 
cer suas “'caras”” e simbologias. 

- TRANSÍSTOR - Trata-se de um 
transístor bipolar convencional. 
Tem 3 “pernas”, com “nomes”, 
códigos e funções específicas, 
que não podem, nunca, serem li- 
gadas ao circuito de forma inver- 
tida ou errada. ““Descobre-se” o 
“nome” das “pernas” em função 
da posição que ocupam em re- 
lação ao lado “chato” do compo- 
nente (indicado por uma setinha). 

- LED - Já visto na presente “*Au- 
la””. Atenção à identificação dos 
seus terminais, referenciados pelo 
pequeno chanfro lateral (indicado 
pela setinha). , 

- CAPACITOR (ELETROLITICO) 
- Esse é “novo” (a próxima “Au- 


ESSE “ESQUEMA” JÁ 
É UM POUQUINHO 
MAIS COMPLEXO... 

COM ATENÇÃO. SERÁ 

FÁCIL DE “LER... 





19dA 





PRÁTICA 2 - PISCA-PISCA ALTERNADO BICOLOR 


la” do ABC tratará desse “'bi- 
cho”...). Seus terminais têm pola- 
ridade, e o componente pode ser 
obtido em dois ''modelos”””: com 
terminais radiais (saindo ambos 
“do mesmo lado da peça), caso em 
que o positivo será, normalmente, 
o mais longo. Quase todos os fa- 
bricantes marcam nitidamente a 
polaridade dos terminais sobre o 
corpo do componente, facilitando 
as coisas. O modelo com termi- 
nais axiais (um de cada lado da 
peça cilíndrica) tem o seu eletro- 
do positivo identificado pelo fato 
de sair da extremidade isolada do 
corpo do componente. Também 
nesse caso a polaridade costuma 
vir “escrita” sobre o corpo da pe- 


ça. 

- RESISTOR - Já visto na presente 
“Aula”. Atenção à “leitura” do 
valor, através do código de cores. 

- PILHAS/SUPORTE - Componen- 
tes também já vistos e utilizados 
na presente aula. Lembrar sempre: 
o fio do positivo (+) é o verme- 


lho e o fio do negativo (-) é o pre- 


to. Notar, na simbologia, que 
“uma pilha” é representada por 
dois tracinhos paralelos, sendo o 
mais longo e fino o positivo e o 
mais curto e grosso o negativo... 
Quando colocamos várias pilhas 
em SÉRIE (com o que somamos 
suas tensões - veremos isso em 
Lição específica, no futuro...), 
sua representação simbólica é 
também “'seriada”, ou seja: os pa- 


res de ““tracinhos”” são desenha- * 


dos uns após os outros, junti- 
nhos... 

FIG. 3 - Chapeado da montagem, 
com a visão real dos componentes 
e suas interligações, incluindo a 
conexão da alimentação (pilhas). 
Ainda. dentro do sistema inicial 
“sem solda””, o Leitor/Aluno de- 
verá, ao ligar os terminais dos 
componentes aos segmentos da 
barra ““Sindal””, observar cuidado- 
samente seus “nomes”, polarida- 
des e identificações. IMPOR- 
TANTE: os únicos pontos de con- 
tato elétrico entre os componentes 
devem ser os próprios “miolos” 
metálicos dos segmentos da barra! 
Na montagem real, os terminais 
dos componentes devem ser cui- 
dadosamente arrumados de manei- 
ra que não encostem uns nos ou- 
tros (isso poderá gerar contatos 
indevidos, que impedirão o fun- 
cionamento do circuito). Uma in- 
teressante (e prática...) medida de 
segurança consiste em recobrir as 
partes metálicas ““sobrantes”” dos 
terminais dos componentes, com 
“espagueti” plástico (tubinho de 
plástico, fino e flexível, encontra- 
do nas casas de material eletrôni- 
co, e destinado exatamente a esse 
tipo de função protetora...). Ob- 
servar a existêrícia de um jumper 
(pedaço de fio simples, interli- 
gando dois segmentos específicos 
da barra). Esse “artifício” é muito 
usado nas montágens eletrônicas, 
mesmo dentro de técnicas cons- 
trucionais mais avançadas (li- 
gações soldadas, Circuitos Im- 
pressos, etc.), que serão vistas 
mais à frente. Observar ainda a 
polaridade da alimentação (pi- 
lhas), bem como seus pontos de 
ligação à barra... Finalmente, para 
facilitar a localização de cada 
ponto de ligação, a figura mostra a 
barra ““Sindal”” com seus segmen- 
tos numerados (de 1 a 7). Na rea- 


lidade, a barra não tem esses nú- 
meros marcados, mas o Leitor/A- 
luno deve ““imaginá-los””, quando 
for promover as conexões. Um 
IMPORTANTE CONSELHO: a 
alimentação (pilhas) deve, sempre 
(nessa montagem ou em qualquer 
outra, por mais avançada que se- 
ja...) ser a última “coisa” a ser li- 
gada, e isso após uma cuidadosa 
verificação e conferência em 
todas as posições, códigos, pola- 
ridades, valores, etc. Como diz 'o 
QUEIMADINHO, nessa fase, 
“errou, dançou...”. 


LISTA DE PEÇAS 
2º MONTAGEM PRÁTICA 


e 2 - Transístores BC548 

e 1 - LED (Diodo Emissor de 
Luz) vermelho, redondo, Smm 

e 1 - LED (Diodo Emissor de 
Luz)verde, redondo, Smm 

e2 - Resistores de 47K x 1/4 
watt (amarelo-violeta-laranja) 

e 2 - Capacitores (eletrolíticos) 
de 47u x 16V 

e 1 - Pedaço de barra * Sindal” 
com 7 segmentos (pode ser 
cortado de uma barra inteira). 

e 1 - Suporte para 2 pilhas pe- 
quenas 

e - Fio fino isolado (cabinho 
nº 22) para ligações 


DIVERSOS/OPCIONAIS 


e 2 - Pilhas pequenas de 1,5 vol- 
ts cada (totalizando 3 volts) 

e - Dependendo da instalação 
ou utilização pretendida pelo 
Leitor/Aluno, poderão ser ne- 
cessários fios relativamente 
longos, principalmente para a 
eventual colocação do suporte 
de pilhas longe da barra/cir- 
cuito. 


- SOBRE A “LISTA DE PEÇAS” 
- Conforme o Leitor/Aluno já foi 
avisado (e isso deve ser assimila- 
do desde o início...) a moderna 
Eletrônica permite uma certa mar- 
gem de equivalências nos compo- 
nentes dos circuitos. Assim, no 
caso dos transístores, outros códi- 
gos também poderão ser utiliza- 
dos (BC547, BC549, etc., desde 
que sejam “*NPN, de silício, para 
aplicações gerais”). Quanto aos 





47 
PRÁTICA 2 - PISCA-PISCA ALTERNADO BICOLOR 


É AQUI QUE “MORA 
O PERIGO”... ERROU, 
“DANÇOU”... 


OBSERVAR BEM CADA PEÇA, 
A IDENTIFICAÇÃO DAS SUAS 
“PERNAS” E A NUMERAÇÃO 


LEDs, “ao gosto do freguês”' po- 
derão ser usados componentes em 
outros formatos, tamanhos ou co- 
res. .Nos resistores, o importante 
é o seu valor ôóhmico: se não fo- 
rem encontrados resistores para 
1/4 ou mesmo 1/8 de watt, com- 


ponentes para “wattagens”” supe- 
riores (desde que com valor de 
47K....) também poderão ser usa- 
dos. Quanto aos capacitores ele- 
trolíticos, o importante é o valor 
(47u), sendo que à “voltagem” de 
trabalho (16V) poderá ser maior 


do que a originalmente indicada 


(nunca menor...). 
FIG. 4 - Sugestões para instalação 
ou utilização do PISCA-PISCA 
ALTERNADO BICOLOR. Com 
um mínimo de bom senso e 
atenção nas ligações, tanto as pi- 
lhas quanto os próprios LEDs po- 
derão situar-se fisicamente longe 
da barra com o circuito (basta fa- 
zer a conexão com fios finos e 
longos, isolados, cuidadosamente 
identificados quanto às suas pola- 
ridades e funções...). A figura dá 
algumas idéias (o Leitor/Aluno, 
colocando os neurônios em ação, 
encontrará '“'um monte” de possi- 
bilidades interessantes...): 

- 4-A - A instalação dos LEDs num 
brinquedo tipo carrinho ou cami- 


FIO (JUMPER) 


nhão, incrementará o visual da 
“coisa”, incluindo, num brinque- 
do de baixo preço, sofisticações 
apenas encontradas em brinque- 
dos bem mais caros! Em carrinhos 
de “bombeiro”, “ambulâncias”, 
etc., o efeito cai como uma luva... 
- 4B - Outra interessante loucura 
(para carnaval ou danceterias, é 
uma boa...) é posicionar-se os 
dois LEDs numa velha e grande 
armação de óculos. O circuito e 


DA BARRA... É FÁCIL! 


as pilhas poderão ficar no bolso 
do ““quatro olhos”, ligados aos 
LEDs por fios finos isolados. O 
resultado final é um verdadeiro 
“baratão”...S6 vai dar Você... 

- 4C - Sugestões parecida com a 
da fig. 4-B. Os-LEDs podem ser 
instalados na parte frontal, supe- 
rior ou pala de um boné ou 
chapéu. Circuito e pilhas podem 
ficar tanto dentro do próprio boné 
(condição básica: boné grande e... 


NA RUA COM UM BONE 
OU OCULOS DESSE Ses 
só se 





MESMO ANTES DE 


CONHECER A “TEORIA”, 
VOCÊ JÁ PODE “IMAGINAR” 


O FUNCIONAMENTO 
DOS CIRCUITOS! 


cabeça pequena...) quanto no bol- 
so do “louco”, ligados aos LEDs 
por fios finos isolados... à noite, 
Você parecerá um andróide punk 
(dá-lhe Blade Runner ...'). 


O CIRCUITO 
(ANTECIPAÇÃO TEÓRICA) 


Apenas quando o Leitor/A- 
luno tomar conhecimento mais 
profundo sobre o funcionamento 
do transístor e do capacitor (serão 
vistos em próximas “Aulas” da 
ABC...) poderá entender com de- 
talhes o funcionamento do circui- 
to do PISCA-PISCA ALTER- 
NADO BICOLOR... Entretanto, 
desde já, uma “análise de blocos” 
e funções ajudará o iniciante a ir 
intuindo, ou “imaginando” o fun- 
cionamento! Consideramos isso 
um exercício válido , já que um 
conhecimento prévio, empírico 
porém corretamente direcionado, 
favorece e simplifica o futuro en- 
tendimento da teoria! 


FIG. 5 - Basicamente o circuito 
pode ser dividido em duas “meta- 
des” rigorosamente iguais e sime- 
tricos (ver fig. 1 também. .), cada 
uma contendo um transístor, um 
LED, um resistor e um capacitor 
eletrolítico. Cada um desses dois. 


blocos (A e B, na fig. 5)é, tecni- 
camente, um pequeno amplifica- 
dor transistorizado, dotado de 
uma entrada (E) e uma saída (S). 
Cada saída aciona um LED. As 
entradas têm suas condições elé- 
tricas dimensionadas pelos resis- 
tores e capacitores, no que se 
convencionou chamar de “'rede 
RC de temporização”. Outro fator 
interessante (fig. 5) é que os dois 
amplificadores apresentam-se em 
ligação “cruzada” (a Entrada de 
um ligada a Saída do outro e vi- 
ce-versa...), estabelecendo o que 
chamamos de realimentação (ob- 
jeto de estudos futuros no nosso 
“Curso”...). Esse arranjo recebe o 
nome técnico de MULTIVIBRA- 
DOR ASTÁVEL, ou FLIP-FLOP 
e simula, eletricamente, o funcio- 
namento de uma gangorra! Isso 
mesmo: uma vez aplicada energia 
ao circuito, ele oscila (“'A” sobe, 
“Bº”” desce, “A” desce, “B” so- 
be, e assim indefinidamente...) 
num rítmo próprio e constante. Na 
gangorra, a energia é fornecida 
pelos impulsos dados pelas pernas 
dos “gangorristas”, no circuito é 
o conjunto de pilhas que fornece 
a energia. Na gangorra, a veloci- 
dade do “'sobe-desce” é determi- 
nada pelo rítmo com o que os 
“gangorristas” brincam ( e é 
função também do comprimento 


ns 


PRÁTICA 2 - PISCA-PISCA ALTERNADO BICOLOR 


das pernas dos ditos cujos...); no 
circuito, o rítmo ou frequência, é 
determinado pela inter-relação 
dos valores dos resistores e capa- 
citores. Finalmente, na gangorra, 
o resultado final é: um sobe, outro 
desce, ou “um” desce, o “outro” 
sobe, e assim por diante; no cir- 
cuito, o efeito é: LED verde 
acende, LED vermelho apaga, 
LED verde apaga, LED vermelho 
acende, e por aí afora... Tudo se 
passa literalmente como se a cor- 


- rente ou energia elétrica fosse, 


dentro do circuito, “jogada” de 
um bloco para o outro, indefini- 
damente! Tentar “imaginar” 
(pensar com '““imagens””...) isso, é 
uma boa, e só faz desenvolver os 
processos intuitivos extremamente 
válidos em Eletrônica! Afirmamos 
(e que estrebuchem os acadêmi- 
cos...) que embora Eletrônica seja 


'- teoricamente - uma “Ciência 


Exata” (pois -embasada na Ma- 
temática e Física...), pode também 
ser considerada uma “Arte”, onde 
a intuição, a imaginação e outros 
talentos valem tanto quanto o co- 
nhecimento teórico puro (a radical 
diferença entre um ótimo enge- 
nheiro e um engenheiro medíocre, 
ambos formados na mesma Esco- 
la, e dotados do QI.,éa 
imaginação, a criatividade e a in- 
tuição...).